Discreto, Carlos Carreiras, coordenador autárquico nacional do PSD, define estratégias para o futuro de Cascais. A mobilidade, questão a que nenhum município da Área Metropolitana de Lisboa consegue fugir, a população envelhecida e o urbanismo são desafios de peso. A que se junta o combate às assimetrias existentes.

Fala de turismo, empreendedorismo, realçando terem sido os primeiros a colocar o tema na agenda nacional, e na educação como apostas, sendo que nesta última não deixa de referir a Nova Business School e a primeira faculdade de Medicina privada do país, cujos planos são há muito aventados. Quer recuperar património do Estado para a câmara para lhe dar outro uso. Seja o Forte Salazar, seja o Autódromo do Estoril.

A elevada abstenção é um desafio que se propõe combater. Reforçar a atual maioria, o pedido, embora admita que nem em Cascais antecipa vitórias ou derrotas.

Por falar em vitórias e derrotas, Carlos Carreias, candidato e coordenador autárquico, diz que o que está em causa a 1 de outubro são 308 eleições e que o PSD não fará uma leitura nacional. Nunca o fez, reafirma. Antecipa que os independentes terão menos peso nestas eleições defendendo que há hoje no eleitorado uma noção “clara da não independência desses candidatos”. E acredita que o PSD sairá reforçado no número de câmaras conquistadas há 4 anos.

Desde 2001, com a vitória de António Capucho que sucedeu a Judas (PS), que Cascais está no lado direito do espetro político. Em 2013 teve maioria. Nestas eleições o desafio e objetivo é reforçar a maioria?

O nosso objetivo é, tendo consciência do muito trabalho feito nestes 4 anos e consciente do muito trabalho que ainda falta realizar – não se resolvem em 4 anos problemas de décadas e muito do que temos resolvido tem décadas –, pedir ao eleitorado que nos reforce a atual maioria.

Nos estudos que temos dos abstencionistas, dois terços seriam potenciais eleitores nossos.

Cascais tem sido dos concelhos com maior abstenção. Mais de 60% de abstenção no anterior ato eleitoral. É o maior inimigo nestas eleições e que leitura faz? É o "já está ganho não vale a pena”.

Cascais foi o segundo concelho com maior abstenção. Duas leituras. Da análise que estamos a aprofundar foi de facto o “já está ganho” e por outro lado foi um dia de chuva, com maior incidência na Área Metropolitana de Lisboa...

Mas choveu noutras zonas do país também, estou em crer...

Sim, mas a maior incidência foi na Grande Lisboa e não é coincidência que os outros concelhos no pódio da abstenção tenham sido Palmela e Sesimbra. Esse fator desmobilizou muitos os eleitores. E nos estudos que temos dos abstencionistas, dois terços seriam potenciais eleitores nossos. Ora sabendo que a abstenção foi elevada e sabendo que é maioritariamente nossa, é o nosso grande inimigo nessas eleições e estamos a fazer tudo para reduzir essa abstenção.

Como?

Apostamos em chamar as pessoas à democracia participativa. Não só a representativa que é aquela que represento..., mas a chamar os cidadãos a participar. Somos uma referência a nível europeu neste campo com as várias ferramentas que esta tem, nomeadamente com o orçamento participativo que é o maior da Europa, em número de votos. Isso leva-nos a acreditar que haverá maior mobilização com esta participação.

créditos: Paulo Rascão | MadreMedia

O que é uma vitória para si, será maioria e a diminuição da abstenção. Uma, as duas?

Como disse, para além de combater a abstenção a vitória é reforçar a atual maioria (obtida com mais um vereador e mais um elemento na Assembleia Municipal), o que cria constrangimentos. E temos uma freguesia que já ganhámos para a câmara, para a assembleia municipal, mas nunca para a junta de freguesia: São Domingos de Rana. Estamos em crer que podemos ganhar agora em São Domingos de Rana.

São as primeiras eleições do pós-crise. O que está diferente desde 2013. O que mudou e o que ficou por fazer. Consegue dizer uma única coisa que ainda não foi feita nos últimos 4 anos?

São as primeiras eleições no pós-crise, sim, mas foi um mandato com a crise na sua profundidade máxima. Havia uma preocupação grande, minha, do ponto de vista social, cada vez havia maiores solicitações, até que o Estado central se estava a afastar de conseguir dar algumas respostas e foram as autarquias que “tiveram de se chegar à frente”, como se costuma dizer. Foi manter uma situação económica estável e ao mesmo tempo dar resposta a essas situações do ponto de vista social. Isso fomos conseguindo fazer.  Algumas outras matérias que não sendo prioridade máxima... eu não faço promessas...

Um político não faz promessas?

Eu não faço. Defino objetivos. E ações para os tentar cumprir.

Não é o mesmo de uma promessa?

Não, porque as promessas não têm uma base a explicar como se vai conseguir cumprir. Por isso é que as promessas são tão pouco realizáveis. Nesta definição de objetivos focamos a equipa.

E que objetivos focou então?

Alguns objetivos que passam pela relação com o Estado central que ainda não foram realizados ou foram só em parte, nomeadamente a nível do património do Estado central. Considero que é de uma injustiça atroz porque o Estado tem ainda muito património com o qual gasta dinheiro e de que não retira proveito e muitas vezes não sabe que o tem.

O Autódromo não tem vindo a ter a atividade que gostaríamos que tivesse.

E o que é o Estado tem ou não sabe que tem aqui em Cascais?

Sabe porque fizemos esse levantamento. Até para tentar recuperá-lo ou passar para gestão da câmara. Há património a deteriorar-se e eu consigo ver ali atividade, criação de riqueza, postos de trabalho...

Pode dar um exemplo?

O mais flagrante é o Forte Santo António, mais conhecido como Forte Salazar, onde Salazar caiu da cadeira, e que temos para instalar um centro de Mar. Temos a maior organização mundial que vem sediar a Cascais – Bio Marine – aqueles que trabalham a componente económica do mar em toda a sua dimensão e que associam uma preocupação ecológica... claro que garanti a sediação em Cascais, noutro local, na Cidadela, mas no Forte Santo António seria melhor. O mar está no nosso vetor estratégico.

Ser presidente de câmara, ou antes, para estar presidente de câmara tem que se ser muito resiliente, muito teimoso e um otimista militante.

créditos: Paulo Rascão | MadreMedia

Mantém a teimosia de ficar com o Autódromo do Estoril

Sim, mantenho. O Autódromo não tem vindo a ter a atividade que gostaríamos que tivesse. E propusemos e chegámos a acordo com a empresa Parpública que nos fosse vendido. Foi vendida a sociedade, mas não o património, como forma de poupar dinheiro ao Estado. O Tribunal de Contas chumbou, mas não se opõe à compra do património. É um tema que pode voltar passando as eleições. É um objetivo.

Há “n” processos contra o Estado por causa da posse dos terrenos. A única forma de resolver é com a câmara e nunca a nível do Estado.

Temos que nos apostar o que nos diferenciar e no caso do autódromo não há na Europa algo que se equivale ao que temos em Cascais: estamos a 25 quilómetros de uma capital, e num raio de 5 quilómetros temos um aeródromo, um autódromo, um hipódromo, uma marina, um parque natural, condições desportivas extraordinárias, condições hoteleiras de primeiro nível. Não fazer toda esta gestão de uma forma integrada... Querer o autódromo é enriquecer toda esta oferta que nos daria uma potencialização maior e nos diferenciaria.

A nível de turismo?

E não é só turismo. Há um objetivo que ainda não consegui que digo agora. Há uma grande necessidade e procura de fazer um hotel para carros clássicos e outro que também ainda não consegui, de fazer um hotel para cavalos de competição. Isso gera atividades de grande rentabilidade, indutoras de economia, geração de emprego, pagamento de impostos e tudo o que vem associado, como uma outra expectativa: no caso dos clássicos e do autódromo temos os melhores artífices a nível mundial, criar escolas profissionais, trabalho bem pago... são soluções virtuosas que não se concretizam por questões processuais... Dá a ideia de que somos um país muito rico.

Cascais é um Concelho onde se sente assimetrias. Temos a Marginal dos hotéis, do glamour, das casas mais caras do país e temos o interior, com tons rurais, em que a A5 serve de linha divisória. Há duas Cascais ou só uma Cascais. Duas políticas ou uma só política?

Rural já não se pode falar. Temos um terço de parque natural... Ruralidade não se pode dizer.

Temos de ver isso de uma forma global. Cascais depende muito mais de uma freguesia, a minha de origem por acaso, que é fora da zona litoral – São Domingos de Rana.  O que se passou com a anterior maioria socialista é que foram eliminados os bairros de barracas, e bem. O problema foi que concentrou toda a habitação social no interior e promoveu uma política de especulação imobiliária que aumentou muito a constrição no interior. Mais gente, com mais necessidade e com as mesmas infraestruturas só se pode dizer que tenha piorado a qualidade de vida.

E o que tem feito para contrariar esse facto?

Temos feito uma aposta forte nestes quatro anos. A média de investimento, três mandatos para trás era de 12 milhões de euros; no mandato anterior, do qual fui parte responsável, passámos para 24 milhões de euros. Neste mandato, 60 milhões de euros, muito em infraestruturas e muito na própria freguesia de São Domingos de Rana. Estamos a tentar colmatar essas assimetrias e diferenciação de vida e vamos continuar. Lançamos o motor para colmatar as questões de mobilidade. São objetivos que se vão concretizando, tentando acelerá-lo, mas ainda existe essa diferenciação no concelho.

créditos: Paulo Rascão | MadreMedia

São Domingos de Rana saltou para a discussão de campanha por causa do saneamento básico. Pode explicar o que se trata? 

Deixe-me explicar. No século passado, décadas 60-70-80 havia os tais bairros de génese ilegal. Os bairros clandestinos com as populações de fora a virem para Cascais à procura de melhores condições de vida. Em Cascais não resolvemos ainda todos os bairros ilegais, mas resolvemos a maioria. O que os caracteriza? Não foram infraestruturados e a questão do saneamento está associada.

Mas o executivo PSD já está no poder desde 2001... 

Houve um investimento muito grande, porque a lei o permite... Nós podemos comparticipar até 50%, não podemos pagar a globalidade. Fizemos nesse tempo todo. E alguns desses bairros têm um saneamento através de fossas. É normal em todo o país. Foi um tema descoberto pela oposição o que só me dá uma garantia: todas as críticas, mais, as calúnias que lançaram há quatro anos, essas já não dizem nada. Agora têm novas.

E a questão das águas, sobre o contrato de concessão, também são calúnias?

Quem decidiu fazer contrato de concessão das águas de Cascais a privados foi a maioria socialista que nos antecedeu. Com um contrato fechado que dá pouca margem de manobra. Inclusivamente renegociámos em duas perspetivas: primeiro, a forma que estava colocada no contrato de equilíbrio financeiro levaria a que aumentássemos (preço) muito mais a água ou tivéssemos que pagar uma indemnização grande à empresa. Foi renegociado também o plano de investimento, atualizando-o.

No mandato anterior foi proposto pela CDU resgatar a concessão. E nos votámos a favor e propusemo-nos a estudar o que implica. Estudar a vertente económica – tem um custo e se o custo é uma prioridade para o município – e do ponto de vista jurídico-legal – ver se há condições para o fazer. A económica vai depender da análise do ponto vista legal.

E é possível?

Se concluirmos que é possível, é uma prioridade para os valores em causa. Faremos como fizemos com a questão do estacionamento pago que foi instituído pela maioria socialista. Resgatámos a concessão e investimos a nível de investimento gratuito. Nunca houve tantos parques de estacionamento gratuito como agora, embora no âmbito da nossa política de mobilidade.

A única forma de melhorar é assumirmo-nos como autoridade municipal de transportes.

Mobilidade tem sido uma das apostas, nomeadamente as bicicletas. Há uma só política da Marginal e o interior de Cascais – há interligação de transportes ou há duas políticas de mobilidade?

A mobilidade foi levada ao todo o concelho no combate a assimetrias. As câmaras nada tinham a ver com a questão das concessões de transporte público. No anterior governo foi dado a possibilidade de descentralização nestas matérias em que podiam ir para as áreas metropolitanas ou os municípios que quisessem poderiam assumir-se como autoridade municipal de transportes.

Cascais tinha a noção clara de que se fosse para a Área Metropolitana não acontecia nada. Como não aconteceu em todos os outros municípios. Logo a única forma de melhorar é assumirmo-nos como autoridade municipal de transportes e lançamos o Mobi Cascais integrando todos os transportes públicos, integrando também com o estacionamento e a mobilidade suave, vulgo bicicletas.

créditos: Paulo Rascão | MadreMedia

E tem tido adesão?

Tem tido adesão muito grande, mas ainda muito longe dos números que desejaríamos e vamos atingir, mas de facto estamos a combater essa necessidade no concelho. Somos objeto de reconhecimento e elogios do atual secretário de Estado do atual executivo. Estamos a falar de total isenção e independência.

Temos uma integração de estacionamento. Deve-se fazer esse estacionamento junto às estações, mas o problema é que não há terrenos livres em Cascais.  Os poucos que havia, alguns inclusive comprámos e fizemos parques de estacionamento. Mas é insuficiente e estamos a fazer uma 2.ª circular (a 1 km) e 3.ª circular de estacionamento (mais afastado) com ligações de autocarro. E interligamos com o passe do comboio, o Metro e a Carris em Lisboa. Conseguimos interligar os transportes e ainda reduzir os custos, em alguns casos reduzimos em 40%.

Mas e os números de adesão dos munícipes?

Fora do transporte em viatura própria havia apenas 6% das viagens que eram feitas através de transportes públicos. Neste momento lançamos alguns pacotes (até 12 anos gratuito, mais de 65 anos com desconto e só paga 14,5€).

Estamos a ter adesão fortíssima nos +65 e nos -12 anos, o que leva a que eu acredite que no final do próximo mandato é possível chegar a 15% de utilização do transporte público, porque estamos a falar de revoluções de mentalidade. Neste momento, com os dados que temos, teremos aumentado 1%. É pouco, mas não se verificou quando o “Buscas” foi lançado pela maioria socialista só e apenas para Cascais. A adesão tem sido superior.

O seu homólogo em Lisboa tem uma política semelhante, não é novidade.

A seguir às eleições vamos verificar que aquilo que a oposição critica em Cascais, elogia em Lisboa. Lisboa copiou algumas coisas de Cascais e Cascais copiou de Lisboa.

Fomos os primeiros a apostar no empreendedorismo, que hoje está na moda.

Cascais tem a norte, Sintra, com o peso do Turismo, a sul, Oeiras, com a componente empresarial e, por conseguinte, criação de emprego... e depois há Lisboa, a capital do país, que junta hoje turismo e empreendedorismo. Que papel fica reservado a Cascais? Como se propõe atrair empresas, criar emprego e no Turismo, que é de primeira qualidade, que papel desempenhará?

Fomos os primeiros a apostar em algo que hoje está na moda. O empreendedorismo (DNA Cascais). Quando o lançámos ninguém falava, Quando se criou o DNA, quando foi apresentado na câmara toda a oposição abandonou uma reunião da Assembleia Municipal não entendendo o porquê de uma câmara apostar no empreendedorismo, talvez por complexos ideológicos. Hoje todos aceitam.

Cascais tem poucos espaços para atrair emprego. Investimento de empresas que criem emprego. O que fizemos? Contivemos muito a componente habitacional, não expandimos a mancha, preservar ao mais possível os recursos verdes e deixar bolsas para a criação de emprego. A minha aposta nos próximos dois anos é criar cinco mil novos postos de trabalho no concelho.

Atrair universidades, foi também o que fizemos. É uma indutora do ponto de vista económico e da inovação e empreendedorismos e da regeneração e requalificação urbana fortíssima.

Isso traz gente mais nova para o concelho, é isso que procura fazer?

Isso tem a ver com o equilibrar a pirâmide etária. Estamos com uma grande capacidade para atrair cidadãos estrangeiros que aqui vêm viver, já não em fase de procriação, mas que procuram beneficiar das condições que Cascais pode oferecer.

Temos também população envelhecida, embora sejamos um dos concelhos com maior taxa de natalidade. Tentamos equilibrar com a atração das universidades. Jovens que vêm estudar para o concelho, se fixam, que trazem a sua competência e criatividade e isso será um dos grandes motores que faz a diferença do concelho de Cascais para as próximas décadas. Até pelos resultados que já estamos a ver de empresas e atração das empresas que vêm aqui para ficar junto do conhecimento. Já está a dar frutos.

A faculdade de medicina da Católica é uma das bandeiras.

É uma delas. Estamos a colocar a Nova SBE em Carcavelos e a Católica na Faculdade de Medicina em associação com uma grande faculdade de medicina a nível europeu – Maastricht – e que abrirá as portas em 2020.

Temos as garantias que todo o processo estará concluído para obter a certificação (científica e pedagógica). 

Mas já pode garantir que será uma realidade? É que ainda falta a acreditação da A3ES (Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior)...

Dos contactos tidos não há razões para prudência excessiva nessa matéria. Mas ainda assim, imaginemos que não havia essa certificação. Ter o Instituto de Ciências de Saúde em Cascais, ninguém diria que não quer. Esse está garantido, assim como iremos ter a Faculdade de Cascais.

No mínimo aumentaremos bastante o número de câmaras que neste momento são lideradas pelo PSD.

 

créditos: Paulo Rascão | MadreMedia

É coordenador autárquico. Que resultado espera para o PSD a nível nacional. O que considera um bom resultado e que leitura fará, caso o PSD, e Pedro Passos Coelho, não consiga ter a maioria das câmaras a nível nacional. 

Estou muito otimista. Temos que distinguir que estamos a falar de 308 eleições. Há concelhos onde a luta política é mais difícil. São concelhos por norma mais populacionais, mas não vou desconsiderar nenhum dos outros concelhos do país.

No mínimo aumentaremos bastante o número de câmaras que neste momento são lideradas pelo PSD. Sobre consequências de resultados não é no PSD que isso é tradição. No passado, no PS demitiu-se um primeiro-ministro [António Guterres] na oposição por via dos resultados das eleições autárquicas. Sempre dissemos que as eleições autárquicas são 308 eleições e não têm leitura nacional.

Há quatro anos quando o governo PSD/CDS-PP estava a implementar medidas muito duras – trazidas por um PS que levou o país a uma situação de pré-bancarrota – dizíamos que eram 308 eleições e o PS falava de eleições nacionais. Vimos uma evolução no Partido Socialista e nós continuamos a dizer a mesma coisa. O Partido Socialista fala agora de 308 eleições e já não tem uma leitura nacional. Enfim, vamos aguardar.

E os independentes...

Temos de distinguir. A grande maioria não tem nada de independente. Tem uma vida partidária com responsabilidade grande, mas como o partido não os quis... Há casos no PS, no PSD e no PCP.

Agora o número de câmaras independentes não teve um peso específico e nestas eleições estou convencido de que terá menos. As pessoas na altura não estavam com uma noção tão clara da não independência desses candidatos e hoje estão mais esclarecidas. Acho que vão diminuir a nível nacional.

Várias sondagens, que valem o que valem, sobre Lisboa colocam o PSD em 3.º lugar. Que leitura pode fazer.

Pego nas suas palavras e digo: Valem o que valem, nem em Cascais antecipo vitórias nem derrotas à partida.

Qualquer que seja a eleição é a eleição justa. Estou convencido de que, havendo lutas mais difíceis – e Lisboa é uma luta mais difícil – em municípios com maior população do país – Lisboa, Sintra, Gaia, Porto e Cascais – e tendo noção das dificuldades estou, ainda assim, convencido de que o PSD reforçará bastante a sua votação comparada com há quatro anos.

créditos: Pedro Marques | MadreMedia