A negra previsão de Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, acontece no dia em que os Estados Unidos registaram cerca de 125.000 casos de infeção e 2.200 mortes.

Fauci disse que, perante os dados atuais e as tendências de evolução da pandemia, haverá milhões de norte-americanos infetados e que o número de mortes poderá ser muito elevado, podendo atingir cerca de 200.000 pessoas, nos cenários mais pessimistas, se não forem aplicadas medidas de prevenção eficazes.

Com a cidade de Nova Iorque a tornar-se o epicentro da pandemia nos EUA, o Presidente do país, Donald Trump admitiu mesmo colocar todo o estado, bem como os estados vizinhos de New Jersey e Connecticut, em quarentena.

Contudo, Trump recuou na intenção, quando o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) aconselhou outra estratégia, pedindo aos residentes do estado de Nova Iorque para evitarem todas as viagens não essenciais, durante 14 dias.

Numa entrevista a uma estação televisiva, Anthony Fauci afirmou que a imposição de uma quarentena iria apenas colocar “dificuldades adicionais” na luta contra a pandemia e elogiou a decisão de aconselhamento da CDC.

“Depois de discussões com o Presidente, deixámos claro, e ele concordou, que seria muito melhor deixar apenas um apelo forte. A razão para isso é que não queremos chegar ao ponto em que estamos a criar dificuldades adicionais, morais e outras, quando podemos atingir o mesmo objetivo de outras formas”, referiu Fauci.

Anthony Fauci tem sido muito criticado pelos apoiantes de Donald Trump que, através das redes sociais, têm acusado o especialista em doenças infecciosas e um dos principais consultores da Casa Branca para esta pandemia de estar a tentar boicotar o trabalho do Presidente, com previsões muito pessimistas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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