“Esses ventiladores vão fazer uma diferença significativa”, disse Cuomo, que anunciou que o estado americano de Óregon, na costa do Pacífico, enviou também para Nova Iorque 140 ventiladores pulmonares, correspondendo a um apelo nacional feito pelo governador.

Andrew Cuomo agradeceu ao governo chinês as facilidades concedidas na importação dos ventiladores pulmonares, essenciais para acudir aos doentes em falência respiratória aguda.

A cidade de Nova Iorque é o epicentro da propagação do novo coronavírus nos Estados Unidos, com 113.700 casos confirmados. No território do estado com o mesmo nome morreram mais de 3.500 pessoas vítimas de contaminação e há 15 mil doentes internados com o novo coronavírus, 4.100 dos quais nos cuidados intensivos.

Andrew Cuomo ordenou, entretanto, que todas as cidades do estado cedam a Nova Iorque vinte por cento do material médico existente, nomeadamente ventiladores, mas o impacto dessa medida ainda não se fez sentir.

A medida está a ser muito contestada por representantes do Partido republicano, que temem que outras cidades do estado fiquem limitadas no esforço de conter a propagação da pandemia e de socorrer as pessoas contaminadas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou cerca de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 63 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 220 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de mais de 627 mil infetados e mais de 46 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 15.362 óbitos em 124.632 casos confirmados até hoje.

Em Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, o último balanço da Direção-Geral da Saúde indicava 10.524 infeções confirmadas. Desse universo de doentes, 266 morreram, 1.075 estão internados em hospitais, 75 recuperaram e os restantes convalescem em casa ou noutras instituições.

A 17 de março, o Governo declarou o estado de calamidade pública no concelho de Ovar, que a partir do dia seguinte ficou sujeito a cerco sanitário com controlo de fronteiras e suspensão de toda a atividade empresarial não afeta a bens de primeira necessidade. A medida foi, entretanto, prolongada até 17 de abril, permitindo agora a laboração de fabricantes de equipamentos de segurança e serviço “take-away” em restaurantes.

O país está desde as 00:00 de 19 de março em estado de emergência, o que vigora até às 23:59 do dia 17 de abril. A medida proíbe toda a população de circular fora do seu concelho de residência entre 9 e 13 de abril, para desincentivar viagens no período da Páscoa.

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