De acordo com um comunicado da Parques de Sintra divulgado hoje, as novas normas de acesso incluem o uso de máscara e a admissão condicionada de visitantes, para garantir uma lotação de, no máximo, dois terços da capacidade de cada monumento.

Os parques e monumentos geridos pela Parques de Sintra são o Parque e Palácio Nacional da Pena, Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola Portuguesa de Arte Equestre e estavam encerrados desde meados de março, devido à pandemia de covid-19.

Segundo a Parques de Sintra, de entre todos estes monumentos só a Escola Portuguesa de Arte Equestre na Calçada da Ajuda, em Belém, não irá reabrir na segunda-feira, por ser um local de espetáculos. A reabertura deste espaço deverá acontecer a partir de 01 de junho.

“O regresso à operação é acompanhado pela implementação de novas e indispensáveis medidas de salvaguarda das condições de segurança de colaboradores e de visitantes, de acordo com as diretivas das autoridades sanitárias no âmbito da prevenção da covid-19”, é referido no comunicado.

A reabertura dos parques e monumentos acontecerá no Dia Internacional dos Museus e, por isso, a data será assinalada com “um ‘open day’ com entradas gratuitas” nos espaços geridos pela Parques de Sintra.

Além do uso de máscara e a admissão condicionada de visitantes, a necessidade de observar a distância mínima de segurança estará sinalizada, os visitantes deverão higienizar regularmente as mãos e serão apenas admitidos pagamentos com cartões bancários ou MBWay, não se aceitando numerário, indica a Parques de Sintra.

O aluguer de áudio-guias para visitas individuais e de rádio-guias para visitas de grupo está suspenso e os guias externos terão que levar o seu próprio sistema de rádio-guia.

Todos os funcionários da Parques de Sintra terão obrigatoriamente de usar máscara e nos postos de contacto com o público e nas operações que o justifiquem irão também ser utilizados outros equipamentos de proteção individual, como luvas e viseiras.

Além disso, acrescenta a Parques de Sintra, as equipas cujo trabalho tenha que ser prestado presencialmente terão escalas diferenciadas e permanecerão em teletrabalho todos os colaboradores com funções compatíveis com este regime.

Existirá igualmente um “reforço da frequência da higienização e desinfeção sistemática dos espaços, com especial incidência nas áreas de maior fluxo de público”.

“A Parques de Sintra aderiu à iniciativa do Turismo de Portugal e obteve o selo ‘Clean & Safe’, comprometendo-se a trabalhar de acordo com um protocolo interno que, seguindo as recomendações da Direcção-Geral da Saúde, garante a higienização necessária para evitar riscos de contágio e a aplicação dos procedimentos seguros para o funcionamento das atividades turísticas, com repercussões tanto ao nível de visitantes, como de colaboradores”, lê-se na nota.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 286 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.163 pessoas das 27.913 confirmadas como infetadas, e há 3.013 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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