A concorrer a um segundo mandato o atual presidente da Polónia, Andrzej Duda, afirmou à televisão pública esperar que após a Páscoa os polacos pudessem retomar “a vida normal” e que estivessem reunidas as condições para a votação.

Mas se a pandemia se agravar e se se mantiverem a disciplina e condicionalismos atuais, o presidente admite  ser “insustentável” manter as eleições que terão que ser adiadas.

A oposição tem defendido o adiamento do escrutínio para o outono, alegando que as medidas contra a pandemia tornam impossível a campanha eleitoral, apesar de não impedirem o presidente Duda, do Partido Direito e Justiça (PiS), de se desdobrar em aparições públicas.

Uma sondagem  recente demonstrou que 72% dos polacos são favoráveis ao adiamento mas o partido no poder mudou a lei eleitoral numa atitude que a oposição diz infringir a legislação que determina só poderem ser feitas alterações até seis meses antes das eleições.

A maioria dos comentadores políticos afirmam que uma votação em maio poderá ser favorável a Duda, à frente nas sondagens, enquanto o adiamento criar mais riscos de piorar os resultados.

A Polónia, que tem 38 milhões de habitantes, regista mais de 1.400 casos de contaminação pelo novo coronavírus, totalizando 16 mortes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 640 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 30.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 130.600 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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