Os mísseis foram lançados de uma base iraniana, diz o jornal, acrescentado que nenhum dos projéteis destruiu o avião de imediato: no vídeo vê-se a aeronave em fogo a tentar regressar ao aeroporto de Teerão. Minutos depois, explode e despenha-se, não atingindo por pouco a vila de Khalaj Abad.

Este vídeo foi filmado por uma câmara no topo de um edifício junto à vila de Bidkaneh.

O presidente do Irão, Hassan Rohani, prometeu ontem “punir” todos os responsáveis pela queda do avião civil ucraniano atingido por um míssil nos arredores de Teerão no dia 8 de janeiro.

“Para o nosso povo é muito importante que quem quer se seja responsável por um ato de negligência seja levado perante a justiça”, disse Rohani. “Todos aqueles que têm de ser punidos vão ser castigados”, acrescentou o presidente do Irão.

De acordo com a Associated Press, as autoridades iranianas efetuaram detenções alegadamente relacionadas com o derrube do aparelho.

Um Boeing da companhia aérea ucraniana UAI caiu na quarta-feira passada no Irão, provocando 176 mortos.

O Governo da Ucrânia informou que 83 iranianos, 63 canadianos, 10 suecos, quatro afegãos, três alemães e três britânicos morreram no acidente.

O Irão admitiu responsabilidades na queda do aparelho, tendo referido que o avião civil ucraniano tinha sido abatido inadvertidamente por militares iranianos, que o confundiram com um míssil de cruzeiro devido ao estado de alerta decretado por causa da recente escalada de tensão entre Washington e Teerão.

O anúncio da responsabilidade das forças armadas do Irão suscitou choque e uma vaga de indignação na capital do Irão. No sábado à noite, uma cerimónia de homenagem às vítimas transformou-se numa manifestação contra as autoridades, com gritos de “morte aos mentirosos”, antes de ser dispersa pela polícia. No domingo à noite houve outras manifestações de raiva.

Segundo a agência Associated Press, as forças de segurança iranianas dispararam balas reais e gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes e organizações não-governamentais de defesa de direitos humanos já pediram ao Irão que permita que as pessoas protestem pacificamente, conforme prevê a Constituição.

(Notícia atualizada às 07:34)

 

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