"É positivo e corresponde ao apelo de um número significativo de organizações desportivas. É sobretudo positivo que não se tenha esperado pelas quatro semanas [que o Comité Olímpico Internacional tinha sinalizado como prazo para uma decisão]", explicou José Manuel Constantino, em reação à Lusa ao adiamento dos Jogos face à pandemia da covid-19.

Segundo o líder do COP, a decisão traz tranquilidade, particularmente para atletas e organizações de países "com fortes limitações ao treino e preparação".

Mesmo que a decisão parecesse "inevitável", surpreende "que tenha sido tão rápida", confessa Constantino, que já tinha pedido uma tomada de posição firme e célere ao Comité Olímpico Internacional (COI).

Alertando que a data específica não está ainda encontrada, estando balizada "entre o verão de 2020 e o verão de 2021", o "mais natural seria replicar um ano depois", explica, ainda que seja preciso "olhar para os calendários internacionais e ver como está a situação", além da própria evolução da pandemia.

"É positivo que não se tenha esperado pela definição da nova data e se tenha anunciado ao mundo que se adiam os Jogos", remata.

O Comité Olímpico Internacional (COI) e o Comité Organizador dos Jogos anunciaram, em comunicado, o adiamento dos Jogos, uma medida que já tinha sido comunicada pelo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe.

"Nas presentes circunstâncias e baseado nas informações dadas hoje pela Organização Mundial de Saúde, o presidente do COI [Thomas Bach] e o primeiro-ministro do Japão [Shinzo Abe] concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada em Tóquio devem ser remarcados para uma dar posterior a 2020 e nunca depois do verão de 2021", lê-se no comunicado.

Esta decisão foi, de acordo com o mesmo documento, tomada "para salvaguardar a saúde dos atletas, de toda a gente envolvida nos Jogos Olímpicos e de comunidade internacional".

Abe e o alemão Thomas Bach, líder do COI, tinham estado reunidos por videoconferência juntamente com o presidente do Comité Organizador, Yoshiro Mori, com a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, e com outros elementos do COI.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 360 mil pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 17.000 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal, há 29 mortos e 2362 infetados confirmados. Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril.

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