“Nós temos de honrar a dimensão e o palmarés do Marítimo, portanto, o que nos compete enquanto profissionais é mostrarmos o que de melhor temos e é isso que vamos fazer. Encaramos este jogo exatamente da mesma forma como se ainda a situação não estivesse resolvida e na procura dos três pontos para espreitar uma subida na posição da tabela”, garantiu, na conferência de imprensa de antevisão da partida que abre a ronda 32 do campeonato, no Funchal.

A formação ‘verde rubra’ garantiu a manutenção na jornada anterior, depois de ter alcançado um inédito terceiro triunfo seguido esta época, mas José Gomes destacou a importância de conseguir resultados e exibições positivas nos últimos jogos da temporada.

“Quando se atinge o primeiro objetivo, a tendência natural, e até porque tivemos muito tempo debaixo de uma tensão maior, é de respirar fundo, de alívio e a nós compete contrariar isso, porque a última imagem é sempre muito marcante. Jogar bem e acabar bem significa que o rendimento individual também vai ser mais alto, a classificação final do clube também será, eventualmente, melhor. Acabando bem significa que ficam com uma imagem forte e boa. Há uma razão de profissionalismo, de brio, de ambição e de querer mais para a vida de cada um”, justificou.

Nas sete partidas desde a retoma da I Liga, o Marítimo somou 13 pontos, os mesmos que conseguiu nas 12 jornadas antes da paragem, o que levou o treinador maritimista a recordar os meses em que o futebol esteve suspenso, devido à pandemia de covid-19, com conversas diárias com os jogadores, trabalhando também o aspeto mental, para um regresso forte.

“Nós não estivemos de férias na paragem e estivemos em contacto permanente diário com os nossos jogadores. Houve sempre um alerta permanente que, um dia, nós iríamos treinar novamente e teríamos que estar bem. Acabámos por colher o fruto desse sentimento de responsabilidade partilhado por todos. Se fizéssemos a classificação desde a retoma, estávamos a lutar pela ‘Champions’, com menos três pontos do que o FC Porto e menos quatro do que o Sporting, mas o campeonato é uma prova de regularidade”, salientou José Gomes.

O adversário dos insulares nesta jornada chega de Vila do Conde e é uma equipa que José Gomes conhece bem, pois orientou o Rio Ave em 2018/19, e a enorme qualidade mencionada pelo técnico obriga o Marítimo a ter que “retirar o conforto” ao conjunto de Carlos Carvalhal para conseguir o desfecho pretendido.

“Na minha opinião, o Rio Ave é a equipa que apresenta, taticamente, mais plasticidade e mais qualidade, pela forma como, no próprio jogo, altera o posicionamento dos jogadores, desmonta muitas vezes a estrutura. Uma equipa muita evoluída taticamente. Todos sabem o que têm de fazer em todos os momentos do jogo. Para conseguirmos vencer o Rio Ave, vamos ter de impor o nosso jogo e condicionar, com toda a força, o que eles gostam mais de fazer”, analisou.

José Gomes confirmou ainda que vai continuar no Marítimo na próxima temporada, o que já havia sido dito nos últimos dias pelo presidente Carlos Pereira, e que já a prepara “há bastante tempo”, cumprindo o contrato que tem até 2021 no clube madeirense.

O Marítimo, 12.º classificado, com 37 pontos, recebe o Rio Ave, quinto, com 50, na segunda-feira, pelas 19:00, com arbitragem de Cláudio Pereira, da Associação de Futebol de Aveiro.

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