No balanço publicado hoje, indicou a existência de 11.658 casos positivos entre 104.866 pessoas testadas à covid-19, tendo 578 dos infetados morrido, mais 115 do que os 463 óbitos declarados na véspera.

Em declarações à BBC Radio 4, um responsável do sistema nacional de saúde NHS, Chris Hopson, disse ter recebido de diretores de hospitais relatos de um aumento de casos graves, sobretudo em Londres, onde se registam mais de 33% dos casos.

"O que eles nos disseram é que passaram duas semanas a aumentar de forma maciça a capacidade dos cuidados intensivos, entre cinco a sete vez mais", relatou, mas que nos últimos dias têm assistido a "explosão de procura" por pacientes em estado grave.

"Dizem que é o número de pacientes a chegar, à velocidade que estão a chegar, e a forma como estão doentes, vaga atrás de vaga atrás de vaga. A expressão usada é um 'tsunami contínuo'", descreveu.

Este problema é agravado, acrescentou, pela taxa de funcionários que está de baixa, estimada entre 30 a 50% em alguns caso, por estarem infetados ou por pertencerem ao grupo de pessoas vulneráveis à doença que são aconselhadas a isolarem-se.

"É uma taxa de ausência sem precedentes", vincou.

Na quarta-feira, o cientista Neil Ferguson, da universidade Imperial College London, cujos estudos têm contribuído para as decisões do governo britânico, disse à Comissão Parlamentar de Ciência e Tecnologia acreditar que o Sistema Nacional de saúde britânico (NHS) iria estar sobre pressão, mas que a crise causada pela pandemia covid-19 não vai exceder a capacidade.

"Vão haver algumas áreas muito pressionadas, mas estamos razoavelmente confiantes, que é tudo o que podemos dizer nesta altura, que ao nível nacional vamos ficar dentro da capacidade", afirmou, fazendo depender este resultado de as pessoas cumprirem as regras de confinamento decretadas pelo governo.

Segundo Ferguson, prevê-se que o número de casos graves no Reino Unido atinja o pico dentro de aproximadamente duas a três semanas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com quase 260.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até quarta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 4.089, entre 56.188 casos de infeção confirmados até hoje.

Os países mais afetados a seguir à Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.234 mortes (29.406) casos, a França, com 1.331 mortes (25.233 casos), e os Estados Unidos, com 1.031 mortes (68.572 casos na quarta-feira).

O continente africano registou até hoje 73 mortes devido ao novo coronavírus, ultrapassando os 2.700 casos, em 46 países.

BM // EL

Lusa/fim

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