Parece um pequeno passo na mudança do nome, mas tem em vista um grande crescimento, quer em Portugal, quer no estrangeiro. A rede de aceitação de pagamentos, desenvolvida pela empresa Unicre, passou por um reposicionamento de marca e agora chama-se REDUNIQ (anteriormente conhecida como Redunicre), tendo em vista a evolução.

Para Tiago Oom, Diretor da REDUNIQ, “a mudança surge na tentativa e na ideia de crescimento, quer em termos internacionais, quer em termos mais abrangentes nacionais.”

Numa primeira fase, há 46 anos, a Unicre foi responsável por emitir o primeiro cartão de crédito em Portugal, o cartão Unibanco, que resultou da união entre seis bancos portugueses, e ainda hoje opera em todo o país. Uma vez criada aquela que é considerada a segunda maior invenção do sistema financeiro, surgiu, por necessidade uma rede de aceitação de pagamentos. Mais tarde, com o passar dos anos, a rede alargou-se ao mundo online, nunca deixando de lado o aspeto físico dos pagamentos.

“Cada vez se fala mais em várias tendências de pagamentos e cada vez mais facilitados. Nós hoje em dia temos um telefone e podemos utilizar esse mesmo telefone para fazer 95% das minhas transações. No mundo físico, eu diria que as coisas têm estado a andar a uma velocidade grande. No mundo do e-commerce, no mundo não físico, as coisas têm andado mais rápido.”

Apesar de assumir os passos largos que a tecnologia e o mundo dos pagamentos eletrónicos têm dado, o responsável da REDUNIQ não deixa de destacar que o e-commerce ainda é visto como um monstro para muitas pessoas e de sublinhar a necessidade de simplificar o conceito. Mas quando se fala de pagamentos de e-commerce, muitos associam-no a pagamentos feitos apenas no contexto de compras feitas no mundo da internet. O Diretor da REDUNIQ confessa que este é um tabu que precisa de ser quebrado e que é fundamental que as pessoas reconheçam o aspeto prático de tornar os pagamentos cada vez mais invisíveis.

“O grande inimigo dos sistemas de pagamento é a ideia de que os pagamentos em e-commerce através de um cartão de crédito servem apenas para negociar valores altíssimos, e não para pagar 20 cêntimos ou um café apenas com o telefone. Mas a verdade é que, nesses casos, a experiência do consumidor se torna muito mais agradável.”

Com vontade de ter algo a dizer no futuro dos pagamentos invisíveis aplicados ao comércio físico, Tiago Oom revela que a REDUNIQ faz neste momento parte de um piloto de uma cadeia de supermercados na Universidade Nova de Lisboa, que tem como objetivo explorar os pagamentos invisíveis. “As pessoas entram, fazem as suas compras, as compras são registadas por via de uma app num telefone, e as pessoas saem sem mexer em dinheiro. O afastamento é suficiente para efetuar o pagamento, de uma forma completamente automática”.

Ainda se trata apenas de uma experiência que está a dar os primeiros passos, mas, nas palavras de Tiago Oom, “mostra cada vez mais que o comércio físico vai ter o seu próprio comércio não físico”.

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