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O desenho da sedução

Desde que Rose disse a mítica frase “Jack, I want you to draw me like one of your french girls”, no "Titanic", soubemos que uma boa veia artística era meio caminho andado para um flirt descarado. Juntou-se o desenho, a pintura, a adrenalina do proibido e a língua do amor, o francês, e o resultado final foi o filme “Retrato da Rapariga Em Chamas”.

O filme é de 2019 e esteve nomeado nas últimas edições de alguns dos prémios mais prestigiados, que reconhecem aquilo que de melhor se faz no mundo do cinema. O enredo transporta-nos para o século XVIII para nos contar uma história de amor e sedução entre duas mulheres francesas. Marianne é uma mulher talentosa, com muito jeito para o desenho e para a pintura, a quem foi dada a missão de pintar um retrato de Heloise, que se recusava a colaborar por não querer casar com o noivo que lhe tinha sido destinado.

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Para contornar o obstáculo de não ter a noiva a posar durante horas, Marianne acaba por ser apresentada e agir como dama de companhia da jovem, que lhe confessa todas as suas inquietações. Numa altura em que a vida de Heloise é dominada pela escuridão, Marianne mostra-lhe a luz e as duas desenvolvem uma ligação que acaba por evoluir para uma atração sexual e um amor proibido.

Mas desta vez, a história não acaba com um “e foram felizes para sempre”. Depois de cada uma seguir o seu caminho, todas as provas que restam daquele amor são desenhos e pinturas.

  • Menos é mais: Com apenas 4 personagens, meia dúzia de cenários e praticamente sempre o mesmo guarda-roupa ao longo de duas horas, a complexidade deste filme é subjetiva e dá asas a diferentes leituras e interpretações.
  • Um verdadeiro caso de girl power: Para além de retratar o amor entre duas mulheres, a ficha técnica da longa metragem de Céline Sciamma é dominada por “elas”.
  • Aclamado por quem percebe disto: Parece que eu não fui a única a gostar deste filme. No Rotten Tomatoes tem uma classificação de 98% e no Metacritic de 95%.
  • Onde ver: Apesar de o filme ser de 2019 e de já ter estado nos cinemas, confesso que só nos últimos dias tive oportunidade de o ver. “Retrato de Uma Rapariga em Chamas” faz parte do catálogo do TV Cine para o mês de dezembro e pode ser visto por subscritores do serviço.

A nostalgia na hora da despedida

Custa sempre quando uma das nossas séries preferidas chega ao fim. É um misto entre orgulho nas personagens que vimos crescer nos nossos ecrãs e saudades das suas peripécias ainda antes de rolarem os créditos finais. Nota-se muito que sou uma pessoa que se apega às suas séries, não nota?

Por isso, na última semana, quando a última temporada de “Modern Family” chegou à Netflix, eu sentei-me em frente à televisão e, antes de dar play, lembrei-me da primeira vez em que ouvi a Gloria a gritar, o Cameron a fazer uma das suas majestosas performances ou o Phil a dizer as clássicas dad jokes. Enchi-me de nostalgia e agora venho contar-te algumas coisas sobre esta série que conquistou o coração de tantos espectadores:

  • Com um total de 250 episódios distribuídos por 11 temporadas, segundo o Bingeclock, vais precisar de cerca de cinco dias para ver tudo de seguida. [Não te esqueças de dormir pelo meio.]
  • O elenco agia como uma família dentro e fora de cena. Já por várias vezes em diferentes entrevistas, os atores admitiram que fizeram um pacto na primeira temporada em que ninguém se iria assumir como personagem principal. Assim, todos eram, em simultâneo, principais e secundários.
  • Aclamada pela representatividade e inclusão de uma família LGBT, a série não se livrou das críticas pela falta de afeto entre Cameron e Mitchell. Um dos episódios mais falados foi “The Kiss”, o segundo da temporada dois, e marcou o primeiro beijo entre o casal. Lê um pouco mais sobre a controvérsia, neste artigo do The Things.
  • Ainda que uma das características da série seja a gravação em formato de entrevista, a verdade é que, na série, nunca soubemos muito bem porquê. Foi em jeito de confissão que os criadores Christopher Lloyd e Steven Levitan contaram que a ideia inicial era que tudo se tratasse de um documentário feito por um estudante estrangeiro, acolhido pela família. A ideia não avançou, mas cativou toda a gente.
  • É impossível ver esta série e não pensar “Que membro desta família é que eu seria?”. Para te dar a resposta a essa pergunta existe, obviamente, um quiz do Buzzfeed.
  • Lembraste de eu dizer que me senti nostálgica a pensar no quão rápido eles cresceram? Espreita este artigo do Insider e descobre um bocadinho sobre o antes e o depois de cada personagem.

 Tudo começa com um assassinato… para variar

Não é novidade para ninguém que o mundo da dança consegue ser bastante cruel. Já tínhamos descoberto isso com clássicos como “Step Up”, “Honey” ou, num registo diferente e mais próximo, “O Cisne Negro”. Por isso, o drama da nova série da Netflix, “Tiny Pretty Things”, não nos vem dar grandes novidades neste campo.

Para começar em grande, os primeiros minutos do primeiro episódio mostram o suposto assassinato de uma rapariga, Cassie, pelas mãos de uma figura misteriosa, que a empurra de um prédio abaixo. De seguida, descobrimos que se trata de uma das melhores alunas da Archer School of Ballet, uma prestigiada escola de ballet. Se, por um lado, todos à sua volta parecem ficar em choque com o sucedido, com opiniões que se dividem entre o acidental e o premeditado, há quem venha, de forma indireta, a beneficiar do sucedido.

Uma vaga na academia fica aberta e Neveah Stroyer vai ocupar o lugar que antes era de Cassie. Ainda que talentosa, a rapariga não estava preparada para o mundo onde acaba por entrar, dominado pela competição, a obsessão em ser o melhor, a exigência da perfeição e a falta de escrúpulos que faz com que ninguém tenha medo de passar por cima do próximo. Com conversas misteriosas entre os colegas, interrogatórios policiais contraditórios e desconfiança no ar, os dias que se vivem em Archer são dominados por um ambiente de cortar à faca. É neste contexto de tensão que a série vai explorar o desenrolar dos acontecimentos e nos vai tentar dar as respostas que procuramos.

A verdade é que todo o enredo nos dá alguns flashbacks de outras séries de sucesso sobre dramas adolescentes. Uma pitada de “Elite”, algumas vibes de “Pretty Little Liars” e ainda um ambiente parecida ao de “13 Reasons Why”. Se com isto eu quero dizer que todas as séries dramáticas sobre mistérios que envolvem adolescentes são iguais? Não. Cada uma tem os seus encantos. Por isso, se este é o teu género de séries, o melhor é mesmo espreitares os 10 episódios que estão disponíveis na Netflix.

  • Assuntos que valeria a pena explorar: As diferentes personagens enfrentam problemas distintos. Entre distúrbios alimentares e abusos sexuais, há vários temas aos quais eu gostava que os criadores da série tivessem dedicado mais tempo.
  • Mas há mais? Tudo indica que “Tiny Pretty Things” vai ter direito a uma segunda temporada. Ainda que nada tenha sido confirmado, a primeira temporada acaba com mais um mistério por desvendar. Conseguem adivinhar o quê? Exato, um assassinato… para variar.

Créditos Finais

  • CordesFlix: Com espetáculos cancelados, são muitos os artistas que aderem ao mundo da internet para promover o seu trabalho. Desta vez, foi o humorista Rui Sinel de Cordes a abrir o seu próprio “serviço de streaming”.
  • O papel de César Mourão: “Esperança” é a série da SIC que estreou no último fim de semana e que está a dar que falar. A personagem principal é uma idosa que está a ser despejada de casa e é interpretada por… César Mourão. Ainda não conheces? Espreita aqui o trailer.
  • O Bicho não tem folga no Natal: Os diretos de Instagram que nos fizeram companhia ao longo dos últimos meses estão de volta para uma edição especial de Natal. “Como É Que o Bicho Mexe” está de volta no dia 25 de dezembro às 23h e, desta vez, é mesmo Natal.

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