Séries que só passam pelo nosso radar

Todos nós temos aquela série que adorámos e que sentimos que não passou pelo radar das pessoas à nossa volta. Para um amigo meu, esse exemplo foi a série Banshee, transmitida entre 2013 e 2016 nos EUA e agora disponível na HBO Portugal. Foram anos a dizer-me o quão incrível era e que não percebia como é que não era mais popular. Na semana passada, decidi que era altura de lhe fazer a vontade e, depois de quatro temporadas, posso finalmente dar-lhe razão.

  • O meu resumo com base no primeiro episódio (para evitar grandes spoilers)

Banshee conta a história de um ladrão que, após 15 anos preso, chega à cidade que dá nome à série à procura da sua namorada/parceira de crime, pela qual se sacrificou depois de um assalto que correu mal. Na esperança de recuperar o tempo perdido, acaba por descobrir que Ana (a namorada) não só mudou de nome para Carrie, como tem uma nova família. Desolado com a sua sorte, a única solução é deslocar-se a um bar local no qual fica amigo do gerente, um ex-pugilista e presidiário chamado Sugar.

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Quando mais tarde, o novo Xerife de Banshee, Lucas Hood, acaba morto no bar (o primeiro sítio ao qual foi na cidade) às mãos de dois capangas do barão do crime local, o ladrão acaba por lhes dar o mesmo destino e assumir a identidade do Xerife, para se poder integrar na cidade e ficar perto da sua amada.

O problema? “Lucas Hood” irá rapidamente descobrir que Banshee é uma cidade bem mais complexa do que parece e que esconder quem é, fugir do seu passado, fazer assaltos ocasionais e justiça vão ser tarefas que o vão colocar a si e a outros, mais em perigo do que nunca.

  • 8.4/10: os ratings do IMDB valem o que valem, mas não deixa de ser um bom indicador de qualidade.
  • Imagem de marca da série: além de uma boa história, destacam-se as cenas de ação, nomeadamente de luta, tendo ganho Emmy por Efeitos Especiais no seu ano de estreia. Vê este exemplo.
  • Tens uma série que adoraste e que não passou no radar do resto do mundo? Partilha comigo aqui ou no meu e-mail.

Quando a lógica não é suficiente

De um ladrão a fazer justiça passo para justiça feita na praça pública.

Não é novidade para ninguém a influência que os media têm no desfecho de um julgamento mediático. As capas dos jornais, os telejornais, os talkshows e as reações nas redes sociais levam a que existam um choque de opiniões que podem levar a decisão a pender para um lado em vez de outro.

Trial By Media é uma nova série documental da Netflix que acompanha seis casos mediáticos nos EUA  (um por episódio) e como, de alguma forma, foram influenciados pela cobertura que lhes foi dada. O denominador comum em todos episódios é que a decisão mais lógica nunca foi tomada, não só devido ao papel dos media, mas à maneira como outros fatores acabam por estar relacionados, nomeadamente, o poder político, o dinheiro, a religião, a desigualdade de género, o racismo e a homofobia.

  • O episódio de que gostei mais: foi o quarto e conta a história de um diretor-geral de uma empresa chamada HealthSouth que, quando acusado de corrupção e fraude, decide tornar-se apresentador de um talkshow religioso.
  • What else? George Clooney é produtor executivo desta série.

Um caso de #MeToo num programa da manhã

Talvez impulsionado pelo documentário anterior (e por um free trial da Apple TV+), fui ver a série que introduziu ao mundo o serviço de streaming da Apple. The Morning Show conta com a presença de estrelas como Jennifer Aniston, Steve Carell e Reese Witherspoon e relata a história de um programa de TV da manhã, que se vê envolvido num escândalo de assédio sexual que coloca em causa a sua reputação e a cultura de trabalho da estação onde é transmitido.

Mitch Kessler (Carell) é o apresentador envolvido no caso, que acaba despedido e vê a sua carreira a desmoronar, mas que tenta provar a todos que tudo o que fez foi sempre com consentimento e que nunca obrigou nenhuma mulher a ter relações consigo.

Alex Levy (Aniston) é a sua co-apresentadora e melhor amiga que fica na posição difícil de aguentar o barco, enquanto é suspeita de ter encoberto os “casos” do seu colega. Ao mesmo tempo, corre o risco de ser substituída, quando a estação não lhe dá o poder de escolher o novo parceiro(a) na renegociação do seu contrato.

Bradley Jackson (Witherspoon) é uma jornalista de uma estação mais pequena, que se torna popular nas redes sociais depois de um vídeo viral de uma reação intempestiva numa reportagem sua. De um dia para o outro, torna-se na nova colega de Levy no programa. Como? Podes descobrir nos primeiros episódios, mas deixo-te com uma pista: antes de se tornar na nova co-apresentadora, Jackson aparece no programa como convidada.

  • #MeToo: é o grande tema da série, que acaba por explorar bem a área cinzenta que este tipo de casos navega quando existem diferentes perceções de consentimento entre as pessoas envolvidas.
  • Reconhecimento: foi nomeada para três Globos de Ouro - Melhor Série de Drama e Melhor Atriz numa Série de Drama com Aniston e Witherspoon.
  • 15 milhões de euros: é o custo estimado de cada um dos 10 episódios que fazem parte da primeira temporada. Há uma segunda temporada a caminho.
  • Na Austrália: a série teve de ser chamada de Morning Wars para não ser confundida confundida com um programa local que já tinha o mesmo nome.
  • Onde ver: a primeira temporada está disponível na Apple TV+.

Créditos finais

  • O primeiro cartoon da Disney com Mickey e a Minnie foi lançado, neste dia (15 de maio), em 1928, pela Walt Disney Company. Chama-se “Plane Crazy” e podes vê-lo na íntegra no YouTube.
  • Game Of Zones, série animada da Bleacher Report, está de volta com uma sétima temporada e põe frente a frente a geração atual da NBA contra a de Michael Jordan. Quem sairá vencedor?
  • White Lines, série da Netflix com o ator português Nuno Lopes, estreou hoje e terá direito a revisão na próxima semana.

Tens recomendações de coisas que eu podia gostar? Ou uma review de um dos conteúdos que falei? Envia para miguel.magalhaes@madremedia.pt

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