De acordo com informação transmitida à Lusa pelo presidente do Conselho Nacional, Filipe Anacoreta Correia, as coligações em análise na reunião de hoje do órgão máximo do partido entre congressos tiveram 99 votos a favor (77,3%), nove votos contra (7%) e 20 abstenções 15,6%).

Segundo a lista de coligações, a que a Lusa teve acesso, a maioria é composta por PSD e CDS-PP, mas há também coligações que incluem MPT, PPM, Aliança, Iniciativa Liberal, Nós, cidadãos! e PDR, além do RIR.

Uma das coligações aprovadas hoje foi aquela candidata à Amadora (distrito de Lisboa), liderada por Suzana Garcia (com PSD, CDS-PP, Aliança, MPT e PDR).

Na lista, duas coligações são encabeçadas pelo CDS, as candidaturas à Covilhã e Alenquer.

À semelhança do que aconteceu em 2017, a maioria das coligações junta o CDS-PP ao PSD, partidos que têm um acordo-quadro.

Esta reunião extraordinária do Conselho Nacional decorreu por videoconferência, devido à pandemia, e à 'porta fechada', e a ordem de trabalhos tinha apenas um ponto: "eleições autárquicas 2021 – apresentação, discussão e votação de acordos de coligação".

De acordo com fontes ouvidas pela Lusa, o encontro, que teve início pelas 19:00, durou menos de duas horas.

No último Conselho Nacional, no dia 01 de junho, foram aprovadas 73 coligações para as eleições autárquicas que deverão realizar-se em setembro ou outubro.

Nesse encontro, que também decorreu por meios eletrónicos, os conselheiros estiveram reunidos durante cerca de 10 horas para discutir e aprovar também as contas do partido relativas a 2020, além do primeiro conjunto de coligações.

Hoje, em declarações aos jornalistas antes do início dos trabalhos, o presidente do CDS reiterou que quer que o partido "tenha um resultado melhor do que teve em 2017".

"Isso medir-se-á por elegermos mais autarcas do que tivemos há quatro anos".

Francisco Rodrigues dos Santos indicou também que ainda terá de ser marcado um outro Conselho Nacional "para ultimar a aprovação das coligações" e referiu que "este é um processo que obriga a que sejam cumpridas um conjunto de formalidades, nomeadamente os acordos de coligação estarem assinados pelos órgãos concelhios de todos os partidos que compõem essas mesmas alianças".

Questionado sobre o número total de coligações que o partido vai apresentar, o líder centrista não se quis comprometer com um número em concreto, "até porque há processos negociais que ainda não estão fechados nalguns concelhos do país", mas indicou que o número total "estará em linha com o número de coligações que foram feitas há quatro anos".

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