“Não foi de ânimo leve que privámos parcialmente de liberdade uma parte da população, mas a medida já está a surtir efeito”, congratulou-se o chanceler, que tomou esta decisão inédita na União Europeia (UE) perante o agravamento da pandemia de covid-19 no país.

A Áustria enfrenta um aumento de novos casos, que atingiram o número mais elevado desde o início da pandemia — 12.000 por dia, em média, num país de 8,9 milhões de habitantes.

“A única hipótese de sair deste círculo vicioso é aumentar a taxa de vacinação”, que é “vergonhosamente baixa” (65% neste momento), insistiu o chanceler.

“Quero levar os não-vacinados a vacinarem-se, e não trancar os vacinados em casa”, acrescentou ainda, descartando as acusações de discriminação ou violação dos direitos fundamentais dos cidadãos não-vacinados.

De acordo com Schallenberg, naquele país da Europa central, quase meio milhão de pessoas recebeu uma dose da vacina na semana passada, para 128.813 das quais foi a primeira dose, antecipando a aplicação das restrições.

“Não posso imaginar que dois terços da população estejam dispostos a renunciar às suas liberdades e a aceitar um confinamento por solidariedade com o terço que ainda não foi vacinado”, sublinhou o chefe do executivo austríaco.

Inquirido também sobre a vacinação das crianças com idade entre cinco e 11 anos, já posta em prática pela cidade de Viena, o chanceler disse esperar que a Agência Europeia do Medicamento (EMA) dê ‘luz verde’ “daqui a duas semanas”, acrescentando que “se for o caso”, emitirá “um apelo para que as crianças sejam vacinadas”.

A covid-19 causou pelo menos 5.098.386 mortes em todo o mundo, entre 253,17 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa France-Presse, com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram, desde março de 2020, 18.265 pessoas e foram contabilizados 1.108.462 casos de infeção, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde.

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