Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 17.185 casos de infeção, verificando-se ainda uma redução de 22 mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.743 pessoas, menos 153 do que no mesmo dia da semana anterior, com 85 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos 13.

De acordo com o boletim da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 932 casos por 100 mil habitantes, tendo registado uma diminuição de 15% em relação à semana anterior, e o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus registava o valor de 0,88.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 45.219 casos entre 14 e 20 de junho, menos 4.851 do que no período anterior, e 84 óbitos, mais três.

A região Centro contabilizou 12.521 casos (menos 2.992) e 40 mortes (menos 24) e o Norte totalizou 22.401 casos de infeção (menos 7.560) e 80 mortes (mais três).

No Alentejo foram registados 3.916 casos positivos (menos 350) e oito óbitos (menos nove) e no Algarve verificaram-se 4.821 infeções pelo SARS-CoV-2 (mais 332) e seis mortes (menos cinco).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 3.558 novos contágios entre 14 e 20 de junho (menos 1.167) e nove mortes (mais seis), enquanto a Madeira registou 3.507 casos nesses sete dias (menos 597) e 12 óbitos (mais quatro), de acordo com os dados da DGS.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (16.141), seguida das pessoas entre os 50 e os 59 anos (15.211), enquanto as crianças até 9 anos foram o grupo com menos infeções (4.642) nesta semana.

Dos internamentos totais, 700 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (412) e dos 60 aos 69 anos (220).

A DGS contabilizou ainda 14 internamentos no grupo etário das crianças até aos 9 anos, 11 dos 10 aos 19 anos, 22 dos 20 aos 29 anos, 32 dos 30 aos 39 anos, 62 dos 40 aos 49 anos e 116 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 180 pessoas com mais de 80 anos, 38 pessoas entre os 70 e 79 anos, 13 entre os 60 e 69 anos, quatro entre os 50 e 59 anos, três entre os 40 e 49 anos e uma entre os 30 e 39 anos.

Relativamente à vacinação contra a covid-19, o boletim refere que 93% da população tem a vacinação completa, 64% dos elegíveis a primeira dose de reforço e 52% dos idosos com 80 ou mais anos a segunda dose para reforçar a imunização contra o SARS-CoV-2.

Mortalidade revela abrandamento mas ainda acima do dobro do limiar

A mortalidade por covid-19 regista um abrandamento, apesar de ainda ser mais do dobro do limiar europeu, refere o relatório sobre a pandemia, que adianta que se registaram mais de 303 mil suspeitas de reinfeção em Portugal.

“A 20 de junho, a mortalidade específica por covid-19 registou um valor de 48,6 óbitos a 14 dias por um milhão de habitantes, o que revela um abrandamento da tendência crescente, com possível inversão para decrescente”, refere o documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) hoje divulgado.

Apesar disso, este valor de 48,6 óbitos é ainda superior ao limiar de 20 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), refere o documento, que avança que a mortalidade por todas as causas encontra-se acima dos valores esperados para a época do ano, em parte associado à mortalidade específica por covid-19.

Quanto à ocupação hospitalar por casos de infeção pelo SARS-CoV-2, o relatório indica que se registou uma tendência decrescente, com 1.743 internados na segunda-feira, o que representa uma redução de 8% em relação ao mesmo dia da semana anterior.

As unidades de cuidados intensivos estavam com uma ocupação de 33% do limiar definido de 255 camas ocupadas, quando na semana anterior este indicador estava nos 34,8%, e apresentavam também uma tendência decrescente.

Desde o início da pandemia e até segunda-feira, Portugal registou 5.079.185 casos de infeção por SARS-CoV-2 e, desse total, “303.140 são episódios de suspeitas de reinfeção, o que perfaz 6% do total de casos”, refere o relatório da DGS e do INSA.

De acordo com o documento, a maior percentagem de reinfeções reportada entre 91 e 180 dias ocorreu durante a predominância da linhagem BA.5 da variante Ómicron, que é agora “claramente dominante em Portugal, apresentando uma frequência relativa estimada de 88%”.

“É expectável a manutenção da diminuição da procura de cuidados de saúde. Deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica da covid-19, recomendando-se fortemente o reforço das medidas de proteção individual, a vacinação de reforço e a comunicação frequente destas medidas à população”, aconselha o relatório.

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