Este sábado fica essencialmente marcado por vários temas, mas para todos os efeitos esta crónica só penderá em três:

1) Foi confirmado que Luís Filipe Vieira vai estar em prisão domiciliária até pagar uma caução de três milhões de euros;

2) O Governo alcançou meta de 70% da população adulta vacinada com pelo menos uma dose;

3) A partir de hoje, os restaurantes sitos em concelhos de risco elevado ou muito elevado vão passar a exigir o certificado digital ou teste negativo à covid-19 para quiser fazer refeições no interior destes às sextas-feiras, após as 19:00, aos fins de semana e feriados.

1 - Três longos dias (e noites)

Luís Filipe Vieira já está em casa em prisão domiciliária depois de três longos dias e três noites a dormir nas instalações da PSP. No início da semana era líder da SAD e do Benfica e preparava o ataque à próxima época, hoje já se sabe que terá de pagar 3 milhões para ficar em liberdade.

O empresário chegou perto das 22h00 a casa mediante um forte dispositivo policial — aparentemente necessário tendo em conta o número de câmaras que literalmente entraram pela garagem adentro da sua habitação em Algés.

Os outros detidos saem em liberdade, incluindo o seu filho, mas mediante uma caução. Diga-se que a defesa de todos os detidos não apreciou muito as medidas de coação do Juiz Carlos Alexandre. Pode saber tudo aqui.

Escusado será dizer que o tema causou um verdadeiro tumulto na nação encarnada. Primeiro foi a detenção de Vieira, depois a notícia de que iria suspender as funções — que levaram Rui Costa posteriormente assumir-se como novo presidente no relvado da Luz.

O tema foi o tema durante esta semana e dificilmente não o será também na próxima (e na seguinte, creio).

2  - Metas 

A nota do Ministério da Saúde foi anunciada a meio da tarde de hoje, mas os factos remontam à sexta-feira que passou: o Governo alcançou a meta de 70% da população adulta vacinada com pelo menos uma dose no verão.

O comunicado do ministério tutelado por Marta Temido recorda que, em março, "Portugal já tinha atingido o objetivo de vacinar 80% das pessoas com mais de 80 anos e 80% dos profissionais de saúde" e que, agora, o país alcança o "segundo dos compromissos assumidos em janeiro de 2021".

Perto de quatro milhões de portugueses estão totalmente vacinados, segundo o Governo, que frisou que à data de ontem já tinham sido administradas mais de 9,5 milhões de vacinas.

3 - Teste ou certificado?

Ir comer fora a um restaurante ao fim de semana e feriados vai complicar. Ou, pelo menos, parece quando se pára um bocadinho à frente da televisão e se vê a aflição dos proprietários destes estabelecimentos (cafés e pastelarias são outra história) falar sobre as medidas que entraram em vigor.

Contexto: os restaurantes sitos nos concelhos de risco elevado ou muito elevado passaram hoje a exigir o certificado digital ou teste negativo à covid-19 a todos aqueles que quiserem desfrutar de refeições no interior destes espaços. Naturalmente, isto levou a que se fizessem imensas questões, especialmente porque nas esplanadas a história é diferente e já não é preciso nada além do expectável civismo.

Em que estabelecimentos se aplicam as medidas? É possível fazer autotestes em casa? Estou na esplanada, mas posso ir à casa banho sem certificado? E ir pagar ao interior? A resposta a algumas destas estas questões podem ser encontradas aqui, mas tudo parece demasiado confuso para ser implementado de forma tão repentina (ainda que o Governo faça um FAQ).

No Porto, segundo o Jornal de Notícias, o que se viu foram poucos clientes com certificados e muitas reservadas canceladas. Tanto que o jornal avança que alguns "autotestes realizados nas ruas não salvam prejuízos". E, a ideia que fica, ao ouvir os proprietários nas reportagens que hoje passaram nos noticiários, é que esta não é só uma realidade da Invicta, mas de todos os sítios — situação que piora para os não têm a benesse de uma esplanada.

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