No principal aeroporto da capital francesa, o conflito está relacionado com os salários e condições de trabalho e pode afetar o arranque das férias daqui a uma semana.

Os bombeiros do Paris CDG estão em greve desde quinta-feira, o que obrigou a Direção Geral da Aviação Civil (DGAC) a pedir a suspensão preventiva de voos e a encerrar parte das pistas, por questões de segurança.

Os funcionários dos Aeroportos de Paris (ADP), grupo controlado maioritariamente pelo Estado, e os subcontratados associaram-se ao movimento de contestação social intersindical, de acordo com a direção.

Os cancelamentos afetaram um voo em cada cinco entre as 07:00 e as 14:00 de hoje nas chegadas e partidas do Paris CDG, contra um voo em cada seis na quinta-feira e na sexta-feira. Isto representa 150 voos suprimidos em 1.300, de acordo com um porta-voz do grupo ADP.

O outro grande aeroporto de Paris, Orly, não foi afetado pela greve.

As negociações salariais não foram concluídas na sexta-feira e a mesa negocial permanece aberta, disse o porta-voz do ADP.

Os bombeiros levantaram, entretanto, o pré-aviso de greve para o resto do fim de semana, o que para a DGAC e a ADP permite antever um domingo sem perturbações.

Por outro lado, apresentaram outro pré-aviso de greve que se prolonga desde as 05:00 de 08 de julho, sexta-feira, até à meia-noite de domingo, 10 de julho, o primeiro fim de semana das férias grandes escolares.

Em Madrid, pelas 13:00 locais, cinco voos da companhia de baixo custo easyJet e 10 voos da também ‘low cost’ Ryanair tinham sido cancelados e 175 outros sofreram atrasos, dos quais 52 da easyJet e 123 da Ryanair, segundo números avançados pelos sindicatos em comunicado.

Na Ryanair, os representantes do sindicato espanhol USO já anunciaram três novos períodos de greve, de quatro dias cada: de 12 a 15 de julho; de 18 a 21 de julho; e de 25 a 28 de julho, nos 10 aeroportos espanhóis onde a companhia irlandesa opera.

A greve na Ryanair pretende obter melhores condições de trabalho para os 1.900 assistentes de cabine da companhia em Espanha.

Já o pessoal de cabine da easyJet reivindica um alinhamento das suas condições de trabalho com as dos seus colegas no resto da Europa.

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