Trata-se de um homem de 40 anos, não residente de nacionalidade vietnamita, que trabalhava no mesmo local dos casos 72.º e 73.º, detetados horas antes, anunciou o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, em comunicado.

Este é o terceiro caso detetado hoje e o segundo relacionado com um trabalhador do interior da China infetado, que já tinha levado as autoridades a decretar a realização de novos testes em massa, seis dias depois de o território ter concluído outra ronda de testagem à população.

Os dois casos conexos foram testados após terem sido considerados contactos próximos, de acordo com a nota.

Os testes em massa arrancaram hoje às 21:00 (14:00 em Lisboa) em 41 locais de testagem, devendo prolongar-se até às 21:00 de 07 de outubro, mas as autoridades esperam conseguir concluí-los “em 48 horas”, segundo informaram durante a conferência de imprensa diária do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus.

O estado de emergência imediata, decretado no último surto, em 25 de setembro, continua em vigor, esclareceram ainda as autoridades sanitárias.

A deteção de um novo caso obrigou ao cancelamento de medidas que iam ser implementadas hoje, incluindo a possibilidade de deslocação para Zhuhai de pessoas inoculadas contra a covid-19 e com um teste negativo nas últimas 48 horas.

As aulas, que deveriam ter recomeçado hoje, depois de terem sido canceladas após o último surto, também continuam suspensas.

Cerca de mil alunos transfronteiriços regressaram a Macau para o reinício das aulas, ficando bloqueados no território, informou a Direção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ).

De acordo com a nota divulgada pela DSEDJ, “cerca de 500 alunos necessitaram de apoio”, tendo sido alojados “em diversos locais” e recebido “os artigos necessários de uso diário e as refeições”.

Macau concluiu em 28 de setembro uma ronda de três dias de testes em massa à população, após ter detetado um viajante infetado proveniente da Turquia e vários casos conexos, tendo testado quase 690 mil pessoas, todas com resultado negativo.

Nessa altura, as autoridades detetaram no entanto mais sete casos, além do primeiro viajante diagnosticado: seis seguranças em hotéis onde se realizam quarentenas obrigatórias para quem chega ao território e mais uma viajante, proveniente de Hong Kong, que já estaria infetada.

Esta é a terceira vez que o território organiza testes em massa desde o início da pandemia. Em agosto, após a deteção de quatro casos da variante Delta do novo coronavírus, todos na mesma família, o Governo de Macau também decretou o “estado de emergência imediata” e testou toda a população.

Apesar de ter registado um reduzido número de casos e de não ter qualquer morte associada à doença, Macau tem uma taxa de vacinação que ronda os 50%, a mais baixa da China, o que tem levado o Governo do território a apelar à população para que se vacine.

A resistência à vacina em Macau levou mesmo as autoridades sanitárias a anunciar que os trabalhadores do território, nos setores público ou privado, ficam obrigados a fazer um teste à covid-19 a cada sete dias, caso não estejam vacinados.

Na semana passada, as autoridades anunciaram também que irão passar a exigir aos funcionários de todos os estabelecimentos de ensino e aos professores e alunos do ensino superior um certificado com pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19, ou, em alternativa, um teste de ácido nucleico semanal.

A covid-19 provocou pelo menos 4.798.207 mortes em todo o mundo, entre mais de 234,85 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

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