“É imperioso que todos nós aqui hoje esqueçamos aquilo que são os partidos políticos e pensemos realmente o que é Lisboa e os lisboetas, que estejamos unidos para mudar Lisboa, para melhorar Lisboa, e eu estou aberto para ouvir de todos aquilo que são as vossas propostas, as vossas ideias, trocar ideias, esgrimir argumentos, que é fundamental em democracia, é essa a essência da nossa cidadania”, afirmou Carlos Moedas (PSD), na primeira reunião da Assembleia Municipal de Lisboa do mandato 2021-2025 aberta à participação do público.

Após a abertura desta sessão, que é a 3.ª reunião extraordinária deste mandato, por parte da presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Rosário Farmhouse (PS), o presidente da Câmara de Lisboa deixou votos de bom trabalho aos 75 deputados municipais (51 eleitos diretamente e os presidentes das 24 juntas de freguesia de Lisboa).

“É uma grande honra, uma grande honra estar aqui convosco nesta assembleia municipal. Encaro esta responsabilidade com a consciência do papel insubstituível que todos os deputados municipais têm para com o governo da nossa cidade”, disse o social-democrata, realçando a importância deste órgão deliberativo para o funcionamento regular da cidade, que tem “uma legitimidade política indiscutível”, na sequência de terem sido eleitos pelos munícipes.

O presidente da Câmara de Lisboa indicou que o executivo terá “sempre um único objetivo: colaborar” com a Assembleia Municipal, estando disponível e aberto ao diálogo com os deputados.

“Essa é a nossa missão: estar aqui para ouvir mais do que falar, porque só assim a nossa cidade pode progredir e os nossos cidadãos poderão ver os seus direitos e interesses atendidos pelos órgãos políticos locais em que votaram”, apontou, acrescentando que é preciso trabalhar em conjunto.

Carlos Moedas assumiu o compromisso de que os eleitos no executivo serão “sempre transparentes”, desde o que fazem ao que dizem.

“Transparentes também naquilo que é o processo que quero ter sempre para o meu executivo, ouvir a Assembleia Municipal, atuar convosco em conjunto”, reforçou.

“Não podemos abdicar, obviamente, daquilo que é o nosso programa de mudança, daquilo que queremos para Lisboa e daquilo que os lisboetas votaram e, para isso, é preciso que em conjunto trabalhemos, trabalhemos para conseguir dividir, de certa forma, uma política que é muitas vezes emocional e também racional, conseguir retirar muitas vezes as emoções, para que de forma racional possamos melhorar aquilo que prometemos aos lisboetas, aprofundar convosco e com lealdade partidária e com diferenças trazer a Lisboa o melhor, é isso que entendo como ‘Novos Tempos’”, indicou o presidente do executivo camarário.

Sobre o futuro da capital, o social-democrata defendeu “uma Lisboa das pessoas para as pessoas”, apelando ao apoio da Assembleia Municipal “para ajudar aqueles que menos têm, aqueles que mais sofrem, aqueles que mais sofreram durante a pandemia”, mas também para investir na inovação, na tecnologia e na ciência, permitindo que a cidade tenha uma maior produtividade para criar mais emprego e mais oportunidades, sem esquecer a área da cultura, “que deve ser sempre o centro da ação política”.

“Queremos mudar para melhor, queremos construir e queremos ter-vos ao nosso lado, queremos muito estar aqui”, frisou Carlos Moedas, deixando a promessa de estar “sempre presente quando possa” nas reunião da Assembleia Municipal de Lisboa.

Em 18 de outubro, a cabeça de lista da coligação “Mais Lisboa” (PS/Livre) à Assembleia Municipal de Lisboa, Rosário Farmhouse, foi eleita presidente deste órgão deliberativo do município da capital e comprometeu-se a promover o diálogo sobre o futuro da cidade.

Nas eleições autárquicas de 26 de setembro, a coligação "Novos Tempos" (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) venceu a Assembleia Municipal de Lisboa, com menos de mil votos de diferença em relação ao PS/Livre, sendo que ambas as coligações elegeram 17 deputados municipais.

O PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança obteve 31,16% dos votos (75.670), seguindo-se a coligação PS/Livre com 30,80% dos votos (74.784).

A CDU (coligação que junta PCP e 'Verdes') elegeu seis deputados, com 26.882 votos (11,07%), o BE conseguiu quatro eleitos, ao registar 18.518 votos (7,63%), enquanto a Iniciativa Liberal conseguiu 5,95% dos votos, elegendo três deputados, o Chega três deputados (5,35%) e o PAN um deputado (3,53%).

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