Citando uma entrevista publicada hoje no ‘The Daily Telégrafo’, a agência EFE refere que Truss indicou que essa intenção está a ser analisada dentro da Aliança Atlântica, para que, se forem aceites, os países membros possam fornecer armas de defesa àquela ex-república soviética.

“Gostaria de ver a Moldova equipada segundo os padrões da NATO. É uma conversação que estamos a ter com os nossos aliados”, afirmou a ministra.

Segundo Liz Truss, “[o Presidente russo Vladimir] Putin deixou claro as suas ambições de criar uma Rússia maior, e o facto de as suas tentativas de tomar Kiev não terem sido bem sucedidas não significa que tenha abandonado essas ambições”, acrescentou.

Tal como a vizinha Ucrânia, a Moldova, situada a sudoeste daquele país, não é membro da NATO e há receios de que possa ser o próximo alvo de Putin no seu plano de expansão territorial.

A ideia, segundo o jornal, seria preparar a Moldova com equipamentos atuais, para substituir os da época soviética, e treinar as suas forças armadas para a sua utilização, como mecanismo de defesa e dissuasão contra um possível ataque russo.

A guerra na Ucrânia, que hoje entrou no 86.º dia, causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas — cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,3 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A ONU confirmou hoje que 3.811 civis morreram e 4.278 ficaram feridos, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

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