Os golpistas procuraram as vítimas — empresários em dificuldades financeiras — através de anúncios públicos no norte da Itália, e encontravam-nos em igrejas perto do Vaticano ou da Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, informou o major Fabio Valletta à AFP.

Vestidos como padres, apresentavam-se como intermediários do Vaticano ou de uma falsa empresa de finanças de Luxemburgo, tentando inspirar confiança nas suas vítimas, às vezes proprietários de hotéis ou terrenos, oferecendo empréstimos vantajosos sem qualquer garantia patrimonial. Em seguida, desapareciam após fechar o acordo final numa igreja.

Para prender estes vários golpistas, vários agentes da polícia disfarçaram-se de padres, numa investigação iniciada em 2017, após a denúncia de uma das vítimas.

O gangue foi apanhado depois de uma tentativa de fraude ao tentar fugir da Basílica de Santa Maria de los Angeles, perto da Piazza Esedra, no centro de Roma. A Basílica, construída sobre as ruínas de antigas termas romanas e concebida por Michelangelo no Renascimento, acrescentou mais este capítulo à sua longa história.

Os presos são suspeitos de 20 fraudes comprovadas ou tentativas, que levaram a um prejuízo financeiro de 1,6 milhões de euros, assim como roubos entre 3.000 e 30.000 euros.

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