“Neste momento sabemos que milhões foram infetados com o vírus”, disse a representante da OMS para a covid-19, Maria Van Kerkhove, na assembleia anual da OMS.

Da mesma forma, “o número real de mortes por covid em quase dois anos e meio de pandemia poderá duplicar os registados oficialmente pela OMS”, sublinhou Van Kerkhove.

Um relatório recente da organização que estudou o excesso de mortalidade global durante a pandemia estimou que a crise da saúde causou quase 15 milhões de mortes diretas e indiretas em todo o mundo.

Van Kekhove disse hoje aos especialistas em saúde dos 194 países membros da OMS que o objetivo para este ano deve ser acabar com a “situação de emergência” devido à pandemia em todos os países, embora por enquanto ainda se esteja longe devido aos números semanais de infeções e mortes ainda relativamente altos.

Para acabar com esta fase aguda, é preciso “confiança da opinião pública e compromisso social”, bem como melhor acesso a vacinas e tratamentos”, disse a especialista, que reconheceu que será difícil para todos os países sair da pandemia ao mesmo tempo.

Van Kerkhove indicou que, embora a variante ómicron seja a dominante este ano, “as anteriores podem continuar a circular” e detalhou que a sublinhagem BA.2 da ómicron é atualmente a mais detetada em laboratórios.

“As últimas sublinhagens detetadas, BA.4 e BA.5, também estão a aumentar em incidência, embora por enquanto moderadamente”, acrescentou.