Num comunicado, a CNIL (comissão nacional de informática e liberdade francesa), organismo de vigilância digital francês, também apelou aos dois gigantes norte-americanos da Internet para mudarem as suas práticas e ameaçou que caso contrário aplicará novas sanções.

A CNIL, organismo de vigilância digital francês, explicou no comunicado que as multas são justificadas em particular pela inserção automática destes ficheiros para fins publicitários nos computadores dos utilizadores que se ligam aos seus sites web.

A CNIL salientou que “tais ‘cookies’ não podem ser instalados sem o consentimento do utilizador”.

A entidade considerou também que as janelas de informação nos ‘cookies’ não ofereciam “qualquer informação” ao utilizador sobre as já instaladas no computador a partir do momento em que este se ligava aos sites web das empresas.

Finalmente, a CNIL censura a Google por mesmo quando a personalização dos anúncios foi desativada, um dos ‘cookies’ de publicidade ainda estava armazenado no computador e continuou a registar o conteúdo para o motor de busca.

De acordo com os cálculos da CNIL, as práticas da Google, que derivam indiretamente das receitas publicitárias das informações recolhidas por esses instrumentos, afetaram “quase 50 milhões de utilizadores” em França.

O regulador insistiu na “seriedade” das infrações cometidas pelos dois grupos, que já alteraram as políticas de ‘cookies’ em 20 de setembro.

No entanto, com estas mudanças, os utilizadores da Internet ainda não conseguem compreender a finalidade destes elementos.

Por conseguinte, a CNIL pede-lhes que modifiquem as janelas de informação ao cliente no prazo de três meses, adiantando que se não o fizerem, serão obrigados a pagar 100.000 euros por cada dia de atraso.

Em janeiro de 2019, a CNIL já tinha imposto uma multa de 50 milhões de euros à Google por falta de transparência, informação incorreta e falta de consentimento na publicidade personalizada.

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