Em resposta a um conjunto de perguntas sobre a situação da antiga ponte ferroviária Maria Pia, a sua manutenção e projetos futuros para aquela estrutura, a IP deu conta do seu envolvimento no projeto de recuperação do Ramal da Alfândega que a autarquia liderada por Rui Moreira projetou.

“Relativamente a projetos futuros, informa-se que está em vigor um contrato de subconcessão celebrado com o Município do Porto para adaptação e utilização da plataforma do Ramal da Alfandega, entre os quilómetros 0,491 e 3,359, para fins dos modos suaves de mobilidade, turísticos e/ou lazer, estando prevista na sequência desse projeto a análise conjunta pela IP e pelos Municípios de Gaia e do Porto da utilização futura da Ponte Maria Pia como via pedonal e ciclável”, lê-se na resposta.

Há cerca de um ano, a Câmara do Porto apresentou duas soluções para a reativação do Ramal da Alfândega, tendo o presidente, Rui Moreira, mostrado abertura a uma solução definitiva que concilie transporte público e lazer, através da definição de horários de utilização.

Esses projetos preveem, num dos casos, o transporte elétrico da Alfândega do Porto até Campanhã, através do ramal desativado em 1989, bem como a utilização da ponte como via ciclável, inserida numa área de lazer que incluirá a criação de um parque urbano sobranceiro ao rio Douro.

A 28 de abril, a autarquia adiantou aguardar apenas pelo visto do Tribunal de Contas, que pedira esclarecimentos sobre o contrato, para avançar com a empreitada de estabilização da escarpa adjacente ao Ramal da Alfândega.

A empreitada inclui a estabilização preventiva de três taludes rochosos, bem como a limpeza da vegetação, o saneamento dos blocos, a demolição das estruturas em ruínas, o recalcamento de reentrâncias, a reabilitação de muros, a colocação de degraus em falta, a estabilização das construções existentes e a colocação de redes metálicas de alta resistência.

Utilizado para transporte de mercadorias, o Ramal da Alfândega foi desativado em 1989.

Ainda sobre a antiga ponte ferroviária, a IP assegurou “que efetua um acompanhamento rigoroso ao estado de conservação da Ponte Dona Maria Pia” e que, apesar da mesma estar sem exploração há mais de 30 anos, (…) tem sido alvo de inspeções principais e de um conjunto de intervenções de manutenção, de forma a assegurar a integridade dos principais elementos que constituem a ponte, não se prevendo em consequência no curto médio prazo a execução de uma grande intervenção na Ponte Maria Pia”.

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