“Desde 2014, [a malária] tem aumentado. Nós temos o trabalho feito, conhecemos os números e em média foi aumentando 290 a 300 casos por ano”, disse Edgar Neves, no final de um encontro no sábado com responsáveis de vários setores.

“É importante que as populações estejam informadas, porque só assim poderão também exercer o seu papel. É importante não ocultar informação nenhuma sobre qualquer patologia, mas também é muito importante não criar falsos alarmismos que não conduzem a lado nenhum”, defendeu.

O ministro da Saúde considera a situação “preocupante”, prometendo investimento do governo no combate e prevenção da doença.

“Nós somos um país eleito entre os dez destinos turísticos do mundo e é extremamente importante que nos acautelemos”, disse, defendendo mudança de comportamento por parte das pessoas e instituições no país.

Nesse sentido, o executivo iniciou há uma semana, um ciclo de reuniões com autarquias e órgãos públicos de comunicação social para “preparar uma estratégia” de combate à doença.

“Nos elegemos os programas nacionais de luta contra a malária e do HIV Sida e tuberculose como eixos centrais de política do governo. O combate a essas doenças, particularmente a malária é um processo que envolve todas as forças ativas do país, a sociedade civil o governo e os órgãos de soberania”, disse Edgar Neves.

Edgar Neves prometeu “divulgar mais elementos” sobre a malária nos “próximos dias” já com números e locais mais afetados, adiantando que “nas primeiras semanas de janeiro houve um aumento” de casos, mas “tudo está sendo feito no sentido de controlar a doença”.

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