Tinham luz verde, agora já não têm. Durou cerca de três semanas a "permissão" para que os ingleses viajassem sem restrições rumo ao sol, à cerveja barata e para a Liga dos Campeões — Portugal, noutras palavras.

Devido à descoberta de novas variantes e ao aumento do número de infeções nas últimas semanas, o Governo britânico decidiu hoje retirar Portugal da  “lista verde” de viagens internacionais.

Numa entrevista transmitida na estação de televisão Sky News, o ministro diz que foi uma "decisão difícil de tomar”, invocando estas duas principais razões que estão a causar preocupação junto das autoridades britânicas.

"Uma é que a taxa de positividade quase duplicou desde a última revisão em Portugal e a outra é que há uma espécie de mutação do Nepal da chamada variante indiana que foi detetada e simplesmente não sabemos o potencial que pode ter para resistir à vacina”, explicou.

A partir da próxima terça-feira, Portugal passará a fazer parte da lista "âmbar" (ou amarela). O que é que isto quer dizer em termos práticos? Os turistas ingleses que tenham viajado até ao nosso país ficam sujeitos a restrições mais apertadas, nomeadamente uma quarentena de 10 dias na chegada ao Reino Unido e a dois testes PCR, no segundo e oitavo dia, como já acontece com a maioria dos países europeus, como Espanha, França e Grécia.

A decisão aplica-se não só a Portugal continental, mas também aos Açores e Madeira. Sublinhe-se que o nosso país era até agora o único país da União Europeia na lista "verde” inglesa — em vigor desde 17 de maio.

O ministério de Augusto Santos Silva já veio tomar nota da decisão, “cuja lógica não se alcança”, assinalando que Portugal prossegue um desconfinamento “prudente”. Já o Presidente da Região de Turismo do Algarve, em declarações ao SAPO24, diz que esta resolução é injusta e já está a ter impacto no setor.

Balanços para a economia nacional ainda não há, mas já se apontam dedos e pedem-se responsabilidades. Carlos Moedas culpa Fernando Medina, e a Iniciativa Liberal o MNE.

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