“Preocupava-me se equipa não criasse situações. Obviamente, a cereja no topo de bolo era sermos mais eficazes. Temos muitas ocasiões nesta fase de grupos. Se criamos quatro ou cinco na ‘Champions’, nas provas internas criamos o dobro. A equipa produz muito a nível ofensivo, o que me deixa satisfeito”, vincou, em conferência de imprensa.

Os ‘dragões’ marcaram 39 golos em 14 encontros nas competições nacionais, 28 dos quais no campeonato, num registo inverso aos três somados em cinco partidas na maior prova europeia de clubes, num grupo com Liverpool, Atlético de Madrid e AC Milan.

Na derrota de quarta-feira em solo inglês (2-0), Pepe foi titular, mas lesionou-se no decorrer da primeira parte e teve de ser substituído por Fábio Cardoso, cuja utilização no jogo diante dos vitorianos é uma “grande possibilidade” para compor o eixo defensivo.

“Temos de ser inteligentes e criativos numa posição da equipa onde não se pode inventar muito, na minha opinião. Há jogadores que, não sendo a sua posição de raiz, podem disfarçar a ausência de centrais, mas não é o ideal. Temos de trabalhar outras situações para que, se surgir algum imprevisto, estarmos preparados para corresponder”, notou.

O congolês Chancel Mbemba é o outro defesa-central disponível para Sérgio Conceição, que admitiu não haver previsões quanto às recuperações de Pepe e do espanhol Iván Marcano, que já teve alta hospitalar, após encarar uma cirurgia a uma lesão pé direito.

Francisco Conceição, lançado no segundo tempo do encontro em Liverpool, sofreu uma lesão na anca esquerda e falhará o encontro com o Vitória de Guimarães, um “clube histórico no país e que tem associada à equipa uma paixão incrível dos adeptos”.

“Focamos essencialmente na nossa equipa, olhando para a valia do adversário. O Vitória é sempre muito difícil de defrontar e apresenta boas individualidades e bons treinadores. Uns anos mais, outros menos, é uma equipa competitiva e exige muito aos adversários que façam bons jogos para ganhar. É dentro desse registo que os esperamos”, avaliou.

Indiferente à possibilidade de os minhotos alinharem com uma defesa a três ou quatro unidades, Sérgio Conceição, que trabalhou em Guimarães em 2015/16, advertiu para um plantel de “individualidades interessantes”, num misto de “experiência e irreverência”.

“O Vitória tem jogado em ‘4-3-3’, com três homens na frente, incluindo dois alas muito capazes de desequilibrar em situações de um para um e um homem na frente que joga bem e é referência para aproveitar essa ligação. O meio campo tem experiência, mas também qualidade técnica, e os laterais são de projeção muito ofensiva”, caracterizou.

O treinador do FC Porto não quis abordar qualquer caso individual, com destaque para o iraniano Mehdi Taremi, distante dos golos há cinco jogos, mas acabou por falar sobre o mexicano Jesús Corona, melhor jogador da I Liga em 2019/10, que nunca mais foi utilizado desde 26 de outubro, na derrota com Santa Clara (1-3) para a Taça da Liga.

“Temos de olhar para o coletivo e o que temos de fazer como equipa num jogo difícil, em vez de entrar nessas questões de pormenor. No fundo, ia dizer o que já disse. O clube também precisa que ele jogue mais tempo e isso é uma questão de trabalho. O Corona faz parte do grupo e tem de se preparar para responder quando for chamado”, concluiu.

O FC Porto, líder da I Liga, com os mesmos 29 pontos do campeão nacional Sporting, recebe o Vitória de Guimarães, sétimo, com 16, no domingo, às 20:30, no Estádio do Dragão, no Porto, em jogo da 12.ª jornada, com arbitragem de Luís Godinho, da associação de Évora.

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