Naquele concelho no distrito de Viana do Castelo liderado pelo CDS-PP desde o 25 de Abril para a presentação dos candidatos autárquicos, Francisco Rodrigues dos Santos alertou que, ao contrário da ministra da Saúde, “os portugueses doentes certamente que não querem ser socialistas” e querem a “liberdade para escolher” onde querem ser tratados.

“O entupimento das filas das urgências, o aumento das listas de espera e o abandono dos prestadores de saúde na ADSE é sinal, senhor primeiro-ministro, de que não pode continuar a brincar com a saúde dos portugueses”, disse.

Aludindo à inscrição de Marta Temido no PS, o líder centrista salientou que “se a ministra da Saúde no congresso do PS exibe um cartão de militante dizendo que é socialista, os portugueses certamente que não querem ser socialistas”.

Para Francisco Rodrigues dos Santos, “não ser socialista na Saúde em Portugal significa ter liberdade para escolher onde se é tratado, sobretudo quando as filas de espera, as urgências dos hospitais se atrasam dias, semanas, e anos sem dar um tratamento de saúde àqueles que precisam”.

Por isso, deixou “uma mensagem” a António Costa: “O SNS, como CDS alertou, não consegue chegar a todo o lado. Uma vez que está neste momento a projetar o próximo Orçamento do Estado, é urgente inscrever a medida da “via verde saúde” apresentada pelo CDS”, avisou.

A “via verde saúde”, explicou, “dá a liberdade de escolha aos doentes que ultrapassaram os tempos de espera no SNS de terem uma consulta, um exame e uma cirurgia no setor particular e social paga pelo Estado para que as suas doenças não se agravem, para que as filas das emergências não entupam o SNS e para que tenham os cuidados de saúde que os seus impostos assim obrigam”.

Francisco Rodrigues dos Santos, que no sábado já tinha referido a necessidade de uma “via verde saúde” para combater as listas de espera, considerou que “é tempo do PS parar de colocar a ideologia à frente dos doentes”.

A ADSE foi outra questão abordada no discurso do presidente do CDS, que alertou que “fruto das novas tabelas, os grandes prestadores de saúde estão a bater com a porta porque consideram que o dinheiro que o Estado lhes atribui por ato médico não cobre as despesas”.

Pelo que, considerou, “é necessário uma tabela justa para que estes doentes em Portugal não paguem a fatura de o Estado lhes fechar a porta à liberdade de escolha para recorrerem ao setor social e particular na saúde porque o SNS está esgotado, não chega a todo o lado”.

“Na saúde não se brinca, não se trata com contas de somar e subtrair, mas sim com a liberdade, com o apoio, a igualdade de acesso e o investimento que permita aos portugueses ter acesso a um direito constitucional que é a saúde”, finalizou.

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