"Recentemente, recebemos informações de autoridades americanas que nos levaram a concluir que o nosso maravilhoso marido e pai morreu enquanto estava sob custódia iraniana", disse em comunicado a família de Levinson.

Segundo o texto, não há certeza de quando ou como o antigo agente do FBI morreu, mas sabe-se que a morte ocorreu antes da pandemia provocada pelo coronavírus.

Levinson é um dos vários americanos que desapareceram no Irão, mas o seu caso tem sido um dos mais desconcertantes, com a sua família a esperar até agora por algum sinal de vida. O pai de sete filhos desapareceu em março de 2007, em Kish — uma ilha que possui regras de visto mais brandas do que o resto do Irão —  para onde teria ido investigar a falsificação de cigarros.

O Washington Post relatou em 2013 que Levinson, aposentado do FBI, estava a trabalhar para a CIA e tinha ido numa missão com o objetivo de reunir informações sobre o Irão.

A sua família acusou o regime iraniano de "mentir várias vezes ao mundo" sobre Levinson e disse que o paradeiro de seu corpo era desconhecido. "Os responsáveis pelo que aconteceu com Bob Levinson, incluindo os do governo dos EUA, que por muitos anos o deixou para trás várias vezes, receberão justiça pelo que fizeram", disse a família. "Vamos passar o resto de nossas vidas a assegurá-lo, e o regime iraniano deve saber que não iremos desistir".

O Irão retornou vários outros norte-americanos detidos no país, geralmente com dupla nacionalidade, mas disse repetidamente que não sabia sobre Levinson.

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