Lara deu entrada no serviço de urgência pediátrica do hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, pela primeira vez, no sábado, acompanhada pelos pais. Tinha sido transferida do centro de saúde de Machico uma vez que os “cuidados implicavam maior diferenciação”.

A menina de oito anos fez exames, foi medicada e teve alta. Regressou no dia seguinte, para uma reavaliação do seu estado de saúde. Na triagem, entrou em paragem cardiorrespiratória e faleceu.

"A criança deu entrada no Serviço de Urgência Pediátrica no sábado, 11 de janeiro, com um quadro compatível com uma infeção viral respiratória superior. Perante o quadro que a criança apresentava, foram cumpridos os protocolos de atuação preconizados e prescrita a medicação adequada"

Segundo Manuel Pedro, diretor da urgência pediátrica da unidade, numa declaração aos jornalistas, Lara apresentava um quadro de "virose" quando chegou pela primeira vez aquele hospital.  "Não sabemos por que é que faleceu. Os dados que dispomos continuam a apontar para o diagnóstico inicial, um quadro viral, mas aguardamos mais alguns exames e provavelmente justificar-se-á uma autopsia”, disse.

De acordo com o responsável, a hipótese de uma meningite como causa do falecimento de Lara foi já descartada, com os indícios a apontar para um quadro semelhante ao “de uma gripe”. “Foi imediatamente acompanhada, quando chegou ao hospital, foram feitas tentativas de reanimação, foi feito tudo aquilo que é possível”, explicou o médio explicando também que foi disponibilizado apoio psicológico à família.

O médico salientou ainda que no dia da observação "a Urgência estava muito calma”, sem atrasos nas observações ou na prestação de cuidados médicos.

Por agora, segundo, Manuel Pedro,  “está em curso um processo interno para averiguação da situação” e estão-se a aguardar ainda a realização de “mais exames” para que se tente perceber o que terá causado a morte da criança.

Segundo um comunicado do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (Sesaram), “aguarda-se decisão do magistrado do Ministério Público quanto à realização ou não de autópsia, a qual será comunicada diretamente à Medicina Legal".

Esta notícia acontece menos um mês depois de, no final de 2019, uma menina de 12 ter falecido no Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde entrou em paragem cardíaca, isto depois de ter recebido alta na CUF de Almada, sem a realização de qualquer exame.

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