A formação insular estava a atravessar um mau momento até à paragem, devido à pandemia de covid-19, com três derrotas seguidas, a última das quais na casa do Moreirense, por 2-0, em 08 de março, um jogo recordado como “pobre e triste” e houve tempo mais do que suficiente para “afinar” a equipa.

“O próximo jogo é o mais importante, não só porque é o próximo. O que podemos agarrar é o que temos à nossa frente, que são os três pontos que vamos disputar amanhã [quinta-feira]. É sempre bom começar bem e será muito importante para os jogos que se seguem, com toda a dificuldade do calendário que temos”, analisou, em conferência de imprensa, no Funchal.

O campeonato está de volta quase três meses depois, após a suspensão causada pela pandemia de covid-19, e José Gomes considera o desfecho como o melhor possível.

“Se fizermos uma análise exaustiva, vamos chegar à conclusão de que nunca seria justo. Entre não jogar e deixar a classificação como estava ou jogar, eu acho que o jogar, mesmo nestas condições, acaba por ser o menos injusto”, justificou.

O treinador ‘verde rubro’ revelou que houve “maior apreensão” nos primeiros treinos, mas que os jogadores se sentem agora mais confiantes, tendo faltado jogos particulares na preparação, e que a Liga alemã foi um “exemplo” e um “alerta” para fazer uns melhoramentos.

“Há um espaço muito grande de dúvida, que não serve de desculpa para nada. São estas as condições e já sabíamos que era assim. As equipas pararam ao mesmo tempo. Acho que estamos preparados o suficiente para proporcionar às pessoas novamente bons espetáculos. Vamos agarrar neste desafio do minicampeonato de 10 jornadas com a máxima força”, salientou José Gomes.

A possibilidade de não jogar nos Barreiros iria complicar mais a situação ao Marítimo e a ausência de público “desvirtua” as partidas, devido à sua “participação”, mas José Gomes está “convencido” de que as portas dos estádios ainda se vão abrir até ao final da época.

A questão das cinco substituições também foi colocada em cima da mesa, um assunto que o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, já analisou como sendo benéfico para os clubes de maior qualidade, contudo o treinador do emblema madeirense vê de outra maneira.

“É 200% favorável. São mais duas possibilidades que tenho de melhorar a qualidade de jogo da minha equipa, são mais duas oportunidades que tenho para gerir o esforço dos meus jogadores e poder continuar a utilizar os jogadores que considero mais influentes e mais importantes nos jogos seguintes”, defendeu.

O Marítimo, 15.º classificado, com 24 pontos, recebe o Vitória de Setúbal, 12.º, com 28, na quinta-feira, pelas 18:00, com arbitragem de Manuel Oliveira, da Associação de Futebol do Porto.

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