“Íamos estar muito ansiosos. Ontem [segunda-feira] falava-se em quatro semanas para saber o que seria o futuro dos Jogos. Se adiavam, se mantinham, se seriam para outubro ou para 2021. Felizmente, já foi tomada uma decisão, muito acertada. Estamos mais motivados, sabendo que os Jogos se vão realizar se tudo correr bem até lá”, disse à agência Lusa.

A confirmação do adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 surgiu hoje, após a pressão de vários organismos e instituições, através de um comunicado conjunto do Comité Olímpico Internacional (COI) e do Comité Organizador dos Jogos.

A decisão do adiamento, de acordo com o COI e o Comité Organizador, foi tomada “para salvaguardar a saúde dos atletas, de toda a gente envolvida nos Jogos Olímpicos e de comunidade internacional.

“Dentro da tempestade, foi um bom sinal para nós, atletas. Sinal de que vamos ter Jogos Olímpicos. Vamos ter mais um ano de preparação e agora é mantermo-nos o mais motivados possível, continuar o trabalho dentro das limitações e restrições que temos”, reforçou o vice-campeão olímpico em Londres2012, com Emanuel Silva, em K2 1000.

O vice-campeão do Mundo de 2018 em K1 1000 espera poder competir ainda este ano, considerando-o fundamental para todos os canoístas poderem encarar 2021 no auge da forma.

“Há provas adiadas e outras canceladas até final de maio. Vai depender de como este maldito vírus estagnar ou começar a diminuir. Mesmo que adiem para mais tarde, as competições são sempre bem-vindas, pois necessitamos de competir. Uma época sem competir, faz-nos perder muito ritmo. É aguardar que as coisas estabilizem e comecem a recuperar”, sintetizou o tricampeão europeu de K1 1000.

Face à incerteza do calendário, e à recente novidade do adiamento de Tóquio2020, Pimento ainda não sabe o que vai mudar no seu quotidiano em termos de preparação, aguardando uma conversa com o seu treinador, Hélio Lucas.

“Se tivermos uma paragem muito prolongada, na próxima época vai ser muito, muito difícil atingir uma boa forma”, concluiu.

No seu comunicado, o COI explicou hoje que “nas presentes circunstâncias e baseado nas informações dadas hoje pela Organização Mundial de Saúde, o presidente do COI [Thomas Bach] e o primeiro-ministro do Japão [Shinzo Abe] concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada em Tóquio devem ser remarcados para uma dar posterior a 2020 e nunca depois do verão de 2021”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 360 mil pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 17.000 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal, há 30 mortos e 2362 infetados confirmados. Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril.

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