Num período de desconfinamento generalizado, após terem sido atingidos elevados níveis de vacinação nos países mais desenvolvidos, os cientistas do Reino Unido estão a olhar com atenção para uma sub-estirpe da variante Delta.

A AY.4.2, que poderá vir a ter designação própria atribuída pela Organização Mundial da Saúde, poderá ser ainda mais contagiosa que a Delta.

Com vários casos registados no Reino Unido, onde se tem verificado um crescimento no número de caso positivos, com uma média superior a 40 mil novos casos diários na última semana, o Governo britânico já se está a dedicar a investigar esta nova sub-estirpe.

Em Portugal, de acordo com o relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), sobre a Diversidade Genética do novo coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19) em Portugal, "foram detetadas até à data 9 sequências “AY.4” com duas mutações adicionais na proteína Spike (Y145H
e A222V)".

"Esta constelação de mutações (provisoriamente classificada como AY.4.2) tem suscitado interesse na comunidade científica internacional devido à sua crescente frequência no Reino Unido nas últimos semanas. A análise genética indica que os casos detectados em Portugal (entre 24 de agosto e 4 de Outubro) representam várias introduções independentes do vírus, as quais estão sob investigação pelas autoridades de Saúde", pode ler-se no documento.

No relatório é possível perceber que existem, pelo menos, 32 sublinhagens da variante Delta, descritas com o código AY a que se segue um código numérico para cada uma, sendo que a mais frequente em Portugal é a sublinhagem AY.4, na qual surgiram duas novas mutações que deram origem à AY.4.2.

"Esta sub-classificação, através do agrupamento de vírus com maior proximidade genética/epidemiológica entre si, facilita a monitorização contínua da evolução genética e dispersão geo-temporal de SARS-CoV-2, potenciando a detecção precoce de novas constelações de mutações (isto é, variantes) de interesse. A discriminação em sub-linhagens não indica que estas apresentem diferenças funcionais (isto é, maior transmissibilidade, associação a doença severa, maior capacidade de evasão ao sistema imunitário, etc.)", explica o INSA

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