“Quando existem situações complexas o pior que podemos fazer é simplificar as coisas […]. Não podemos esquecer que o mundo mudou no dia 24 de fevereiro de 2022 [invasão da Ucrânia]. Estamos numa nova era geopolítica e monetária”, afirmou António Costa Silva no parlamento, em resposta à interpelação do grupo parlamentar do PCP ao Governo, sobre o aumento dos preços e a degradação das condições de vida.

Perante este cenário, o governante defendeu que as consequências para a Europa e para o mundo “são muito significativas”.

Contudo, lembrou que não existem “soluções milagrosas”, mas garantiu que o executivo “está sensível” a problemas como os salários, pensões e o nível de vida dos portugueses.

“Temos a nossa ministra do Trabalho, [Ana Mendes Godinho], que é extremamente combativa e que já explicou que o cabaz alimentar teve alocados 128 milhões de euros”, sublinhou.

Costa Silva vincou ainda que, “ao contrário do que muitos dizem”, a economia portuguesa tem uma dinâmica resiliente, com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer mais de 11% no primeiro trimestre, face ao período homólogo.

O ministro da Economia e do Mar considerou ser “notável a alavanca” da procura interna e da procura externa líquida, em particular de setores como os serviços ou o turismo.

Conforme adiantou o executivo, o setor do turismo vai bater este ano o recorde atingido em 2019, contribuindo assim para o crescimento do país.

“Não é suficiente, mas estamos a trabalhar para ter outras alavancas”, disse.

O titular da pasta da Economia e do Mar referiu ainda ser “surpreendente” o crescimento de cerca de 18% nas exportações entre janeiro e abril deste ano, com muitas das companhias com as carteiras de encomendas cheias.

Admitindo que “há coisas que podem ser melhoradas”, o também gestor lembrou que o país vai beneficiar dos fundos do Portugal 2030 e do Plano de Recuperação e Resiliência, contribuindo para a alteração do “perfil evolutivo da economia portuguesa”.

Assim, acrescentou que as agendas inovadoras do PRR vão apostar em setores que considerou serem “fulcrais”, como a indústria metalomecânica, bioeconomia do mar, moldes ou a indústria de ‘software’.

Questionado sobre a decisão relativa à solução aeroportuária para a região de Lisboa, António Costa Silva recordou “não ser da sua competência”, mas garantiu seguir a temática “com muita preocupação”, esperando que todas as questões sejam resolvidas.

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