Intitulado “Variantes en África: Recomendações para Prevenir uma Pandemia Duradoura”, o estudo sugere aos governos africanos apostar na capacidade de sequenciação genómica para identificar variantes do coronavírus SARS-CoV-2 e outros patógenos infecciosos.

Os autores urgem também os decisores a usar os dados disponíveis e a aderir a plataformas mundiais de partilha de dados para manter sob vigilância mutações e saber quais podem ser mais perigosas.

Sobre as vacinas, o estudo recomenda que procurem abastecer-se de vacinas contra a covid-19 para além das cedidas através da Covax, a iniciativa liderada pela Organização Mundial de Saúde que visa assegurar vacinas a países de médio e baixo rendimento.

Num prefácio ao documento, o antigo primeiro-ministro britânico e presidente executivo do TBI, Tony Blair, instou governos africanos a tratarem as novas variantes como fizeram com os primeiros casos de covid-19, desencadeando os sistemas de rastreamento, vigilância e testes e também restrições e medidas de distanciamento social destinadas a conter a transmissão.

“Grande parte de África escapou até agora do pior da pandemia de covid-19”, saudou Blair, porém avisou que isto “pode estar prestes a mudar, devido à disseminação de novas variantes, incluindo, mas não se limitando, à variante Delta, num continente onde muito poucas pessoas foram vacinadas”.

Dados citados pelo TBI destacam que, embora o continente tenha 17% da população mundial, só registou 2,9% dos casos globais e 3,5% das mortes.

Segundo o portal Our World in Data da Universidade de Oxford, 2,6% da população africana foi vacinada com uma primeira dose, enquanto na percentagem de pessoas que receberam a primeira toma no Reino Unido é de 84,4%, 54% nos Estados Unidos e 50% na União Europeia.

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