A decisão foi anunciada num breve comunicado emitido pelo Governo brasileiro, no qual se destaca que Lula da Silva “agradeceu à ministra pelo trabalho e dedicação à frente do ministério” da Saúde  e que também informa que Padilha tomará posse no dia 6 de março.

A demissão acontece no mesmo dia em que Lula da Silva e a ex-ministra anunciaram a  produção no Brasil, em larga escala, de uma vacina de dose única contra a dengue, para pessoas com idades entre os 2 anos e os 59 anos, a partir de 2026.

Nísia Trindade foi a primeira mulher a comandar o Ministério da Saúde brasileiro e, antes disso, foi presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) durante a pandemia de covid-19.

O perfil técnico da ex-ministra era considerado um ativo no início do atual mandato de Lula da Silva, mas a demora nas entregas de novos programas e a dificuldade na articulação política desgastaram a ex-ministra.

Alexandre Padilha, deputado licenciado e médico de formação, além de ocupar o cargo de ministro da Secretaria de Relações Institucionais no atual Governo brasileiro já foi ministro da Saúde no segundo mandato de Lula da Silva, entre 2009 e 2010, e  no governo do ex-presidente brasileira Dilma Rousseff, entre 2011 a 2014.