Barbados elegeu a primeira presidente da República a 22 de outubro, iniciando oficialmente o fim de ter o Estado chefiado rainha britânica Isabel II, 55 anos depois de o país caribenho ter-se tornado independente do Reino Unido e ingressado nas Nações Unidas.

Com cerca de 280 mil habitantes, a ilha das Caraíbas elegeu Sandra Mason, de 72 anos, como nova chefe de Estado. Porém, só agora, depois de emendar a Constituição, Sandra Mason fará o juramento (esta terça-feira, 30 de novembro), data em que a governação do país deixará de estar nas mãos da rainha Isabel II de Inglaterra, conforme relatado já em outubro pelo Executivo do país caribenho.

Isabel II perde a soberania, mas as relações entre Buckingham e Barbados não são de inimizade. A primeira-ministra de Barbados convidou o príncipe de Gales, Carlos, para assistir ao juramento de Mason.

"Sua Alteza Real visitará Barbados para marcar a transição de Barbados para uma República dentro da Commonwealth", disse o escritório do herdeiro da coroa britânica num comunicado no início deste mês.

Sandra Mason foi a primeira mulher a servir no Tribunal de Recursos de Barbados.

Após ter sido eleita numa sessão conjunta da Câmara da Assembleia e do Senado, Mason disse que havia chegado o momento de Barbados deixar completamente para trás o seu passado colonial.

Barbados não é a primeira antiga colónia britânica nas Caraíbas a converter-se numa república, uma vez que a Guiana se tornou em 1970, seguindo-se de Trinidad e Tobago em 1976 e Dominica em 1978.

As restantes colónias do Reino Unido na região, territórios membros da Comunidade das Caraíbas, optaram pela monarquia constitucional, permanecendo como parte da Commonwealth (Comunidade das Nações) que reúne territórios com relações históricas com Londres.

A monarquia constitucional implica que a monarca britânica é a chefe de Estado.

A primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, disse que espera que a eleição de Sandra Mason, como a primeira mulher presidente do país, leve a uma maior unidade na luta contra várias ameaças externas que podem afetar a ilha.

Em defesa da decisão do governo em eleger Sandra Mason, como o primeiro passo para transformar Barbados numa república, a primeira-ministra disse que a eleição é importante para o povo lutar e lidar com dificuldades, como a pandemia e as alterações climáticas.

Mia Mottley alertou que a confluência da pandemia com as alterações climáticas foi uma tempestade perfeita que tem prejudicado a estabilidade e a propriedade de Barbados.

“Estamos muito certos sobre a confiança necessária para enfrentar os desafios que temos pela frente”, atentou.

A primeira-ministra ressalvou que uma ilha de 267 quilómetros quadrados como Barbados não consegue lidar com os desafios que enfrenta dividida, razão pela qual, considera, a união é fundamental.

Até agora, Barbados era uma monarquia constitucional com um parlamento que tinha Isabel II como chefe de Estado e um governador geral como seu representante no território caribenho.

Barbados tem uma população principalmente de origem africana.

O antigo primeiro-ministro Freundel Stuart havia anunciado em março de 2015 que o país substituiria a monarquia pela república em 2016, o que, se acontecesse, teria coincidido com o 50.º aniversário da independência do país.

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