“É uma reclamação que temos vindo a fazer aos delegados de saúde, que, consoante a região do país, tomavam medidas diferentes. Estamos em crer que com o reforço da vacinação a decorrer e a manutenção das medidas de contingência que as equipas estão obrigadas a ter, conseguiremos estabilizar esta vaga de adiamentos que tem vindo a acontecer”, afirmou Helena Pires.

Porque “a maior parte das coisas” escapam ao controlo, a responsável reconheceu a dificuldade de gerir as competições “em altura pandémica”, tendo em vista a manutenção da estabilidade da competição.

A alteração do artigo 46.º-A do Regulamento de Competições da LPFP, que permite o adiamento dos jogos casos os clubes não disponham de um mínimo de 13 jogadores, e entre eles um guarda-redes, é “uma mais-valia no sentido da determinação clara e objetiva dos moldes em que os adiamentos por covid-19 podem acontecer”, permitindo a “clarificação” sobre os casos de surtos nas equipas.

“Trabalhamos diariamente no sentido de evitar adiamentos, pelos problemas que trazem para o calendário desportivo. Se me perguntar ‘não tem calendário desportivo?’ Temos calendário desportivo. Mas uma coisa diferente é jogar de três em três dias ou ter a regularidade semanal. Tem de haver equilíbrio entre todos, e o recurso ao 46.º-A terá de ser a excecionalidade, do caso de covid-19, e não por ter um ou dois casos”, explicou.

O fim do isolamento para os contactos com infetados em ambiente de trabalho, associada à vacinação com as doses de reforço, atualmente em curso também no futebol profissional, é, segundo Helena Pires, mais um passo tendo em vista a regularidade das competições, algo difícil de assegurar numa prova como a Taça da Liga, cuja ‘final four’ está marcada entre 25 e 29 de janeiro.

“Será sempre mais complexo. Pensamos nós que não irá acontecer, até porque todas as equipas têm a noção muito clara da implicação de não poder participar na competição. Temos acompanhado permanentemente essas equipas e estamos em crer que vai correr tudo dentro da normalidade”, referiu a responsável.

Helena Pires recordou a mensagem transmitida hoje na reunião com os departamentos médicos dos clubes: “A Liga apenas adiará jogos em situações extraordinárias”.

“O adiamento não tem implicações apenas para a equipa que tem covid-19, tem também para o adversário. Se conseguimos manter muita estabilidade até agora, temos a obrigação - numa fase em que estamos a fazer reforço de vacinação, com departamentos médicos mais que habilitados para cuidar das equipas - de garantir que a competição decorre no calendário estabelecido. A Liga será implacável na aplicação das normas em vigor, e os regulamentos servem para situações excecionais”, rematou.

Questionada sobre os recentes casos que afetaram o agendamento normal dos jogos, a responsável da LPFP admitiu que o adiamento da receção do Varzim ao Farense, para a 16.ª jornada, já com os algarvios na Póvoa de Varzim, terá sido o mais inoportuno.

“Não faz sentido nenhum a autoridade de saúde fazer a determinação de um isolamento a escassas horas do jogo, quando a equipa do Farense já estava na cidade. Por isso mesmo é que nós fizemos a comunicação, e temos feito as comunicações que fazemos, com relação aos delegados de saúde. Têm obviamente que zelar pelo cumprimento das regras, mas também de ter alguma cautela com as determinações que fazem. Havendo indicações ou informações, têm de ativar os meios no imediato, não podem permitir que a duas horas de um jogo seja comunicada a não possibilidade de realização do mesmo. Isto não é o futebol profissional”, concluiu.

Também hoje, quase em ‘cima’ da hora do jogo, mais um embate da II Liga foi adiado, o que oporia a Académica ao Farense, a contar para a 18.ª jornada.

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