Teatro, espetáculos, encontros com autores, oficinas, uma produção para crianças e uma mostra ‘gourmet’ dominam a programação desta segunda etapa da edição deste ano do festival, que decorre de 29 de novembro a 4 de dezembro, depois da programação apresentada em Lisboa, em maio.

As homenagens, como indica o comunicado da organização hoje divulgado, são em dose dupla: o tradicional Prémio Festlip, dedicado a expoentes das artes nos países de língua portuguesa, será entregue à atriz e cantora brasileira Zezé Motta, que este ano completa 55 anos de carreira; e o inédito Prémio Elo Festlip é por sua vez entregue à escritora brasileira Conceição Evaristo, destacando o reconhecimento e difusão internacional da obra da autora de “Becos da memória”, “Olhos D’água” e “Histórias de leves enganos e parecenças”, promotora do projeto “Cartas negras”.

O espetáculo “O canto das Sereias” é outro dos destaques desta segunda e última etapa do festival em 2023. Concebido especialmente para esta edição, toma o tema do festival por título, e envolve profissionais de diferentes países de língua portuguesa.

Com dramaturgia de Marcia Zanelatto e elenco da Trupe Festlip, envolvendo atrizes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, “O canto das sereias” marca a estreia na direção de Tânia Pires Abrão, diretora artística do Festlip.

A interpretação, segundo o programa, conta com Carla Marins (Brasil), Lucrécia Paco (Moçambique), Rossana Prazeres (São Tomé e Príncipe), Suelma Mario (Angola), Tidy Rodrigues (Cabo Verde) e Susana Vitorino (Portugal). O espetáculo tem cenário de Carla Berri, assistência de Karla Gabriela e música de Leonardo Miranda e Artur Vidal.

Outro espetáculo em destaque é “Nas Ondas do Improviso”, da companhia Os Improváveis, grupo português fundado em Lisboa que, segundo os organizadores da Festlip, “aborda de forma única a arte cénica”, na perspetiva de “pesquisa, criação, performance e ensino da improvisação”.

Segundo a apresentação de Os Improváveis, “o elenco irá criar em tempo real, com base nas sugestões iniciais do público presente, uma improvisação” sobre o tema do festival.

Este grupo desenvolverá ainda no Brasil a oficina “A cena improvisada”, de Marta e Pedro Borges, que “promete desvendar os segredos do Teatro de Improviso e a sua aplicação à cena teatral”.

Segundo a Direção-Geral das Artes, organismo do ministério português da Cultura, a representação portuguesa na Festlip conta ainda com o espetáculo “Capuchinho”, do Grupo Teatro Plage, inspirado pelo conto de Charles Perrault, e “Icária”, oficina de Rui Pina Coelho, com momentos de leitura realizada por atores representando os nove países que falam português.

A representação portuguesa passa ainda pela mesa de debate “Nem só de cantos e escamas reluzem as sereias”, com mediação de Monica Klemz, “numa celebração da diversidade do universo feminino nos países de língua portuguesa”, o espetáculo “Palco principal”, do grupo Sillyseason, inspirado por “A gaivota”, de Tchékhov – mas com a “premissa rir” -, e “Vozes de sereias”, pelo Teatro Meridional, “um exercício performativo que envolverá movimento, música e projeção de imagem, através de lendas, poemas e contos”.

Na programação geral do festival destacam-se ainda a cantora cabo-verdiana Tidy Rodrigues e o músico brasileiro Artur Vidal, que apresentam o espetáculo “Do Toque ao Canto”, uma “narrativa sonora que abraça as tradições musicais de Brasil e Cabo Verde.”

O festival tem como objetivo direto a internacionalização das culturas dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e destaca “a vital importância de uma política cultural bilateral para o sucesso contínuo dessa iniciativa”.

A programação cultural será distribuída pelo Teatro Glaucio Gil, Teatro João Caetano, Salão Assyrio e Sala Mario Tavares do Theatro Municipal do Rio de Janeiro), na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e no Zazá Bistrô.

Este ano, o Festlip conta com o apoio de internacionalização da República Portuguesa — Cultura Direção-Geral das Artes e do Camões I. P. — Centro Cultural Português, em Brasília.

Conta ainda com apoios do Programa de Fomento à Cultura Carioca, da Cidade do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Cultura, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, da Escola de Comunicação da UF Rio de Janeiro e da Escola de Teatro da IniRio.

O Festlip, que tradicionalmente acontece no Rio de Janeiro, assinalou a 15.ª edição com uma “etapa extra”, em Lisboa, que decorreu nos dias 3 a 5 do passado mês de maio, integrada nas comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa.

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