
PSD e CDS-PP vão propor ir a votos nas eleições legislativas antecipadas de 18 de maio com a denominação “AD – Coligação PSD/CDS”, anunciou hoje o secretário-geral social-democrata.
O que aconteceu para esta alteração?
A Aliança Democrática (AD) surgiu para designar a coligação entre PSD, CDS e PPM nas legislativas de 2024, mas para as legislativas de maio próximo, PSD e CDS decidiram deixar o partido monárquico de fora, mas queriam manter o mesmo nome.
No entanto, o Partido Popular Monárquico (PPM) manifestou-se contra o uso da designação pelo facto de a mesma já não incluir o referido partido na corrida às legislativas de 18 de maio.
O Tribunal Constitucional foi chamado a intervir e decidiu que o nome da coligação tinha mesmo de ser alterado.
Depois desta primeira nega, os dois partidos escolheram um novo nome, concretamente “AD – Aliança Democrática – PSD/CDS. Este, contudo, também foi rejeitado.
E qual a alteração feita hoje?
Hoje foi feito o anúncio da alteração do nome para “AD – Coligação PSD/CDS”, que PSD e CDS acreditam passar agora no crivo do Tribunal Constitucional.
"Estamos absolutamente convencidos que esta denominação que escolhemos corresponde àquilo que foi o acórdão do Tribunal Constitucional de que tivemos conhecimento esta semana e que cumpre todos os critérios jurídicos para que possa ser aceite pelo Tribunal Constitucional e para que a coligação possa ir a votos pelo nome que é conhecida pelos portugueses", afirmou Hugo Soares.
Teme-se chumbo no TC?
Não. Segundo Hugo Soares, a poucos dias do prazo limite de entrega das listas (a próxima segunda-feira), o acórdão foi “estudado com juristas” para que não haja qualquer confusão com a referência “por extenso à Aliança Democrática”.
“O apelo que eu faço aos portugueses, e não me levarão a mal, é que no dia 18 de maio possam votar na coligação PSD/CDS, e que distingam bem, no boletim de voto, do outro partido que, muitas vezes, se confunde na lista de voto, no grafismo, com a nossa candidatura, que é o ADN”, disse.
É um caso único?
Não. Mais recentemente, por exemplo, nas eleições regionais da Madeira os partidos RIR, PTP e MPT pretenderam candidatar-se sob a denominação ZARCO, algo que foi chumbado pelo TC, alegando que evocava a figura histórica de João Gonçalves Zarco, navegador a quem é atribuída a chegada à Madeira.
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