“Isso é o que precisa de acontecer nas próximas horas. As pessoas precisam de ver que há dinheiro suficiente para começar, e que há compromissos suficientes para começar”, disse o governante à televisão britânica BBC.

As declarações de Boris Johnson surgem numa altura em que os trabalhos da cimeira de Glasgow, COP26, estão num impasse, porque os países não conseguem chegar a acordo na luta contra o aquecimento global, que provoca alterações climáticas.

“Não podemos resolver tudo na COP mas pelo menos podemos começar”, disse o primeiro-ministro, que falava no âmbito de uma visita a um centro de vacinação.

A questão da ajuda financeira aos países menos desenvolvidos, para fazer face às consequências das alterações climáticas, é uma das que estão a atrasar um acordo em Glasgow, uma vez que os países ricos ainda não cumpriram a sua promessa de 100 mil milhões de dólares de ajuda por ano.

Os países menos desenvolvidos e emergentes disseram estar “extremamente desapontados” com o conteúdo de um projeto de acordo que apela aos países ricos para que cumpram as promessas e até para irem além desse compromisso, mas sem estabelecer um prazo ou modalidades específicas.

Os mais pobres, que representam uma parte insignificante das emissões globais de gases com efeito de estufa, mas que estão mais expostos às consequências das alterações climáticas, insistem também que o financiamento deve ter em conta as “perdas e danos” que já estão a sofrer a um ritmo crescente.

Líderes políticos e especialistas, ativistas e decisores públicos estão reunidos há duas semanas, em Glasgow, na Escócia, na 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) para atualizar os contributos dos países para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

A COP26 decorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta a entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial.

Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que, ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC.

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