A greve, que coincide com o Dia Nacional do Guarda Florestal, é convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) e foi marcada “como forma de luta pela ausência de resposta do Ministério da Administração Interna (MAI)”, disse à Lusa Elisabete Gonçalves, dirigente sindical.

A sindicalista referiu que a FNSTFPS esteve reunida, na semana passada, com o ministro da Administração Interna que não assumiu qualquer compromisso para a abertura das negociações, tendo-se limitado a informar que voltaria a convocar a estrutura sindical para nova reunião dentro de três semanas.

Elisabete Gonçalves sustentou que o Governo deve dar uma resposta favorável e apresentar uma proposta que resolva os principais problemas, relembrando que estas reivindicações já são conhecidas desde 2015.

Entre as principais reivindicações estão, segundo a Federação, aprovação da tabela remuneratória específica para a carreira, atribuição dos suplementos remuneratórios de função e de escala de serviço, definição da autonomia operacional do corpo de guardas-florestais do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA/GNR) e melhoria das condições de trabalho no que toca aos uniformes e viaturas.

Os guardas-florestais foram transferidos para o SEPNA da GNR em 2006 sendo integrados no quadro de pessoal civil da Guarda Nacional Republicana para o reforço da capacidade de vigilância e fiscalização em Portugal.

Atualmente, a GNR conta com cerca de 500 guardas-florestais ao serviço, que têm como missão fiscalizar e investigar os ilícitos nos domínios florestal, caça e pesca.

Os 500 guardas-florestais estão integrados no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

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