“Nós vamos, no dia 11, dar início à discussão do acordo de rendimentos e competitividade, que é uma peça chave para conseguirmos aquilo que eu acho que é um objetivo de todos nós, conseguirmos a valorização dos salários em termos gerais e conseguirmos também um aumento da produtividade de uma forma concertada”, disse hoje Ana Mendes Godinho.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que falava aos jornalistas durante um almoço comemorativo do 1.º de Maio, com cerca de 200 trabalhadores da empresa João Tomé Saraiva, realizado na pedreira da Devesa, na aldeia de Santana da Azinha, no concelho da Guarda, referiu que o Governa aposta “muitíssimo no diálogo social” para que tal aconteça, em sede de concertação.

Os trabalhos vão iniciar-se no dia 11 e a ministra conta “com a mobilização de todos” para que “ele seja o mais depressa concluído”, por considerar tratar-se de “um instrumento fundamental” para a ambição coletiva de todos, que é “crescer de uma forma inclusiva”.

“Isto só se faz com a mobilização das empresas, com a mobilização dos trabalhadores, com uma grande capacidade de dinamização do diálogo social. É essa a nossa aposta total”, declarou.

Segundo a governante, no próximo dia 11 também ocorrerá a discussão sobre a Agenda do Trabalho Digno, que “vem sendo trabalhada há dois anos” e procurando “ter instrumentos importantes, nomeadamente no combate à precariedade, que é crucial para a valorização do trabalho digno” e para “valorizar os jovens no mercado de trabalho em Portugal”.

A ministra antevê negociações “desafiantes” por haver “sempre interesses que são interesses diferentes”.

“Mas, eu acho que temos todos, neste momento, um grande interesse coletivo comum. Que é conseguirmos, de facto, ter um pacote que dê estabilidade e que dê previsibilidade, por um lado aos empresários, mas também em que os trabalhadores sintam que estamos claramente a conseguir valorizar o papel dos trabalhadores na atividade económica, que é fundamental”, declarou.

Acrescentou que o país precisa de talento e de recursos humanos e será necessário “encontrar os consensos necessários” para o conseguir.

Segundo Ana Mendes Godinho, a data de conclusão do acordo de rendimentos e competitividade dependerá da capacidade do Governo, dos parceiros sociais, dos representantes dos trabalhadores e dos empregadores, admitindo que todos querem que seja concluído o “mais depressa possível”, pois dele dependem medidas para os trabalhadores e para as empresas.

“Não podemos é baixar braços, e nunca os baixaremos, neste que é um desígnio coletivo do crescimento inclusivo. [O] crescimento só se faz com talento e com trabalhadores. E, portanto, cá estamos para trabalhar em conjunto”, rematou.