Ao todo, são mais de 20 médicos integrados nos hospitais do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central sob investigação do Ministério Público por revezarem-se a picar o ponto uns pelos outros e assim contornar o sistema de controlo de assiduidade vigente, escreve a edição do Público desta segunda-feira.

De acordo com o mesmo jornal, a investigação, iniciada em 2019, partiu de uma denúncia de um outro médico e ainda não está concluída, podendo os profissionais sob investigação vir a ser acusados de falsidade informática e burla.

A forma como a falsificação de presenças foi conduzida prende-se com o desfasamento entre os dois sistemas de controlo de assiduidade em vigência no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC), agrupamento onde trabalham perto de 2000 médicos e que inclui o Hospital de São José, o Hospital Curry Cabral a Maternidade Alfredo da Costa, o Hospital de D. Estefânia, o Hospital de Santa Marta e o Hospital dos Capuchos.

Se o primeiro sistema funciona de forma semelhante ao utilizado na Assembleia da República, em que basta ao profissional de saúde colocar uma password no seu computador para marcar presença, o segundo, mais sofisticado, é biométrico, já que requer a utilização de impressão digital. Terá sido através da partilha das passwords de acesso ao primeiro sistema que os médicos investigados terão registado falsas presenças.

Adianta ainda o Público de que os profissionais visados vão continuar a trabalhar até à conclusão da investigação. O CHULC não comenta a investigação por encontrar-se sob segredo de justiça, mas explica que o sistema biométrico, introduzido em janeiro de 2019, é o meio preferencial de registo de presenças, mas o sistema esteve suspenso, devido à pandemia, março de 2020 e novembro de 2021.

“Recorda-se que este centro hospitalar possui cerca de 8300 profissionais que circulam por seis unidades, tão distantes entre si como o Hospital de São José e o Hospital de Curry Cabral, circunstância que justifica a manutenção de um registo redundante por entrada na rede informática”, respondeu o gabinete de comunicação do CHULC ao Público.

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