"Cerca de quinze polícias, alguns com fardas e outros à paisana, entraram em nosso escritório e pediram-nos para o abandonar", disse Hajji, referindo que nenhuma explicação ou decisão judicial foi fornecida.

Os jornalistas disseram que os agentes da polícia argumentaram que estavam “a aplicar as instruções” recebidas.

Todos os jornalistas deixaram a sede da Al-Jazeera e as chaves do escritório foram confiscadas, segundo o diretor do canal.

“O que está a acontecer é muito perigoso, é a prova que a liberdade de imprensa está ameaçada. Hoje é a Al-Jazeera, noutro dia outro meio de comunicação!”, alertou Hajji.

Segundo a mesma fonte, polícias permaneceram no corredor do escritório da Al-Jazeera, enquanto outros controlavam os arredores do prédio.

O encerramento do canal de televisão ocorreu um dia após o Presidente tunisino, Kaïs Saïed, anunciar a suspensão das atividades do Parlamento por 30 dias e a demissão do chefe do Governo, Hichem Mechichi.

O Catar é considerado próximo ao movimento Ennahdha, o principal partido que compõe o Parlamento e que é liderado pelo presidente da Assembleia, Rached Ghannouchi.

Procurado pela AFP, o Ministério do Interior tunisino não conseguiu dar uma explicação sobre o assunto.

Desde a queda em 2011 do regime do Presidente Zine el Abidine Ben Ali, a Tunísia gozava de significativa liberdade de imprensa.

Esta liberdade considerada um dos sucessos da Revolução de Jasmim, um conjunto de manifestações na Tunísia - que fez parte da chamada Primavera Árabe - que acabou levando à saída de Ben Ali.

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