A cerimónia teve lugar no Palácio de Buckingham, para onde o embaixador viajou numa carruagem puxada a cavalos oficial, um ritual com pompa que se mantém quase igual desde a era vitoriana, nos anos 1800.

As credenciais são os documentos formais que nomeiam o Embaixador como chefe de uma missão diplomática no Reino Unido.

As audiências presenciais com a Rainha, atualmente com 95 anos, foram retomadas recentemente, após uma suspensão temporária durante a pandemia covid-19.

Durante cerca de um ano, foram realizadas remotamente, por videoconferência entre a Rainha, que se encontrava no castelo de Windsor, e os diplomatas que se deslocavam até ao Palácio de Buckingham.

Na sua conta na rede social Twitter, Vale de Almeida publicou uma fotografia com um detalhe dos preparativos, na qual mostra uns botões de punho com a bandeira oficial da UE, composta por 12 estrelas em círculo.

O reconhecimento do chefe da delegação da UE no Reino Unido foi atrasado porque o Governo britânico entendia que o estatuto de diplomata só deve ser atribuído a representantes de Estados e não de “organizações”.

Como retaliação, a UE atrasou também o processo de acreditação do novo embaixador britânico junto da UE, Lindsay Croisdale-Appleby, e restringiu o acesso e atividade do diplomata, antigo número dois na equipa de negociação para o acordo pós-Brexit.

A União Europeia tem 143 delegações em todo o mundo, às quais os países anfitriões concederam, e aos seus funcionários, os privilégios e imunidades dadas a outras missões diplomáticas.

O Reino Unido saiu formalmente da UE em 31 de janeiro de 2020, mas até 31 de dezembro cumpriu um período de transição pós-Brexit durante o qual continuou a seguir as regras europeias e manteve acesso ao mercado único.

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