
O diretor de uma escola de ensino fundamental, de 47 anos, estava num curso de formação em Sagaing, a cerca de dez quilómetros do epicentro, quando ocorreu o terramoto de magnitude 7,7.
Assim que houve o sismo, o seu reflexo foi abrigar-se debaixo da cama. "O hotel inteiro caiu (...) Tudo o que eu podia fazer era gritar 'salvem-me'", conta.
Apenas um monte de tijolos e barras de metal retorcidos sobrou do local onde Tin Maung Htwe se hospedou.
"Senti como se estivesse no inferno", disse com voz fraca, com um tubo de oxigénio no nariz e dois acessos intravenosos.
"O meu corpo estava a queimar e tudo o que eu precisava era de água", acrescenta. Mas como não tinha água, "tive de repor com fluídos que saíam do meu corpo", explica.
A extensão dos danos em Sagaing é muito maior do que na vizinha Mandalay, a segunda principal cidade do país.
A destruição é generalizada, com 80% dos edifícios danificados.
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