Stefan R., o acusado, não se comoveu com as acusações nem se manifestou.  O Ministério Público considera-o suspeito de "homicídio sexual com circunstâncias agravantes".

O suspeito terá matado outro homem de 43 anos há cerca de um ano no seu apartamento "de forma desconhecida" e, em seguida, comido partes da vítima.  Os dois ter-se-ão conhecido pouco antes num site de namoros online.

A audiência foi interrompida a pedido da defesa, que censurou a acusação por não ter apresentado todo o processo ao tribunal. O juiz adiou a audiência por uma semana.

Os factos foram descobertos em novembro, depois de restos mortais humanos terem sido encontrados por transeuntes num parque no norte de Berlim.

A investigação confirmou que os restos mortais eram do homem desaparecido. Ao analisar o telefone da vítima, os investigadores conseguiram identificar um motorista de táxi que a levou até a casa do réu.

A polícia encontrou vestígios de sangue, outras partes do corpo e vários instrumentos, especialmente uma serra de osso, no apartamento do suspeito. Segundo os media alemães, trata-se de um professor de matemática e ciências físicas de uma escola secundária do bairro de Pankow, a nordeste da capital.

A sua suposta vítima, um funcionário da construção civil de 43 anos, estava desaparecido desde o início de setembro.

O caso lembra o de Detlev Günzel, ex-comissário da polícia, considerado culpado de ter matado e esquartejado, a pedido da vítima, um homem que conheceu num site de fetichistas da antropofagia.

Ainda não há nenhuma prova de que a vítima foi comida.

Outro caso que chocou a Alemanha no início dos anos 2000 foi o de Armin Meiwes, apelidado de "o canibal de Rotenburg", condenado a prisão perpétua em 2006 por um assassinato seguido de canibalismo.

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