Na missiva enviada aos comandantes metropolitanos, regionais, distritais e diretores dos estabelecimentos de ensino da Polícia de Segurança Pública, a ASPP indica que a maioria das esquadras funciona com 25 elementos, além dos quatros agentes afetos à Escola Segura e apoio à vítima.

A ASPP questiona qual a capacidade de uma esquadra com 25 elementos nomear agentes para missões extra, como penhoras, manifestações, pedidos de averiguação, mandados de condução, e se consegue responder às solicitações diárias.

“Digam vossas excelências da possibilidade de uma esquadra destacada, com todas as valências previstas, funcionar minimamente com o efetivo aproximadamente de 25 profissionais”, questiona também a ASPP, dando conta que muitas das esquadras funcionam atualmente em “serviços mínimos”.

A ASPP considera que estas esquadras a funcionar em “serviços mínimos” apenas conseguem “trabalhar minimamente com o sacrifício dos direitos mais elementares, e absolutamente legítimos, dos polícias”, convidando os comandantes “a imaginar como funcionarão as que têm muitos menos elementos do que os do exemplo apresentado e ainda com as valências de trânsito e investigação criminal”.

“Provavelmente não terão uma visão agradável de como funcionam essas esquadras, e com certeza não quereriam trabalhar nelas, em qualquer que fosse a função”, refere o maior sindicato da PSP na carta aberta enviada aos comandantes daquela polícia, denunciando “a crescente falta de efetivo, transversal a todas as unidades” que está na “origem desta conjuntura irreal” e “muito próxima do colapso”.

Nesse sentido, a ASPP exorta os comandantes a refletirem se “não estará na hora de esclarecer quais as tarefas” que os polícias podem e devem “realmente fazer, e principalmente quais as tarefas que se tem decididamente de afastar”.

Em declarações à Lusa, o presidente da ASPP, Paulo Santos, afirmou que a carta aberta tem o objetivo de alertar os comandantes para “os recursos muito escassos para dar cumprimento à missão” e para que façam “pressão junto do diretor nacional da PSP sobre a realidade das esquadras do país” no sentido do problema ser resolvido.

“É necessário fazer uma reorganização do serviço. Não é possível trabalhar com estes meios”, disse, considerando que é importante resolver a falta de efetivos e fazer uma reorganização.

Paulo Santos sustentou que as esquadras em “serviços mínimos” têm funcionado graças aos polícias que trabalham em dias de folgas e “à sonegação de direitos” dos agentes.

“Mostrar a realidade das esquadras aos comandantes é uma forma de abanar consciências”, sustentou ainda.

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