
A Tailândia acolhe o primeiro dos 22 Grandes Prémios previstos para este ano, com Portugal a integrar o calendário pelo sexto ano consecutivo, novamente em novembro, de 07 a 09, a penúltima corrida da época.
Depois de um ano marcado por lesões na Aprilia, que lhe valeu o 15.º posto do campeonato de MotoGP (a categoria rainha) em 2024, com 75 pontos, o piloto português natural de Almada mudou-se para a Prima Pramac, que conquistou o Mundial de Equipas em 2023 e o de Pilotos em 2024 com Jorge Martin. A diferença é que, a partir deste ano, a equipa italiana será fornecida pela Yamaha em vez de utilizar as motas Ducati, que têm dominado o Mundial de MotoGP.
A Ducati manteve o antigo campeão, o italiano Francesco Bagnaia, mas juntou à equipa oficial o espanhol Marc Márquez, prescindindo de Jorge Martin.
O madrileno sentiu-se injustiçado e deixou o construtor italiano para assinar pela Aprilia. Contudo, uma queda durante uma sessão de treinos, no fim de semana, provocou-lhe “fraturas complexas na mão esquerda” e no tornozelo esquerdo o que, de acordo com o comunicado da equipa, o deixa de fora desta ronda inicial do campeonato. O piloto espanhol foi intervencionado ontem, em Barcelona, pela segunda vez esta temporada, depois de já ter sido operado à mão direita, que fraturou no primeiro dia de testes de inverno, na Malásia.
A pré-temporada foi das mais agitadas dos últimos anos, com múltiplas mudanças de equipa. A subida de Marc Márquez à estrutura oficial da Ducati foi das mais sonantes, com o piloto catalão em busca de igualar Valentino Rossi, que conquistou sete Mundiais de MotoGP (2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009).
Depois do calvário de lesões sofrido desde 2020, Márquez mostra-se confiante na possibilidade de voltar a lutar pelo título, que lhe escapa desde 2019 (foi campeão em 2013, 2014, 2026, 2017, 2018 e 2019).
Os dois pilotos da Ducati são os principais candidatos ao título mundial mas o francês Fabio Quartaro (campeão em 2021) mostrou durante a pré-temporada que a Yamaha está a evoluir, ao cotar-se como um dos mais rápidos dos ensaios.
Também o espanhol Alex Márquez (Ducati), da equipa privada Gresini, esteve em bom plano com a Ducati de 2024, que parece mais estável do que a versão deste ano.
Já a KTM arranca a temporada sob o espetro da banca rota. A BMW já mostrou interesse em adquirir o construtor austríaco, a braços com uma grave crise financeira que pode colocar em risco a continuidade no Mundial de MotoGP para lá de 2026.
Para já, o espanhol Pedro Acosta, em KTM, mantém-se como um potencial candidato aos lugares do pódio. Enquanto que para a equipa satélite, a Tech3, o construtor contratou o espanhol Maverick Viñales e o italiano Enea Bastianini.
Já a Honda procura sair da crise desportiva em que mergulhou nos últimos dois anos, que culminou com o último lugar do campeonato em 2024.
Com um modelo de corridas semelhante ao dos últimos dois anos, com o sábado a acolher a qualificação e a corrida sprint e o domingo reservado para a corrida principal, o pelotão terá ainda três estreantes: o malaio Somkiat Chantra (LCR Honda), o espanhol Fermin Aldeguer (Gresini Ducati) e o japonês Ai Ogura (Trackhouse Aprilia).
O GP da Tailândia arranca sexta-feira, com as duas sessões de treinos livres das três categorias em disputa, Moto3, Moto2 e MotoGP.
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